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Última actualização: 14 Janeiro, 2008 - Publicado em 18:35 GMT
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60 mil afectados por cheias em Moçambique

Cabanas submersas pelas cheias em Moçambique
Os solos já não absorvem as águas que têm estado a receber
Em Moçambique, subiu para perto de 60 mil o número de pessoas desalojadas pelas inundações.

A combinação de chuvas intensas, rios transbordados e solos saturados está a levar à evacuação das populações de áreas até há pouco consideradas seguras no centro do país.

Enquanto isso, a cidade de Tete está parcialmente submersa, segundo relatos que de lá nos chegam.

As autoridades continuam a advertir que estas poderão ser as piores cheias dos últimos tempos em Moçambique.

O alerta vermelho não se limita a Mutarara, mas é daquele distrito que continuam a chegar desenvolvimentos que dão eco às insistentes advertências das autoridades sobre a magnitude que estas inundações poderão eventualmente conhecer.

A invasão das suas margens pelo rio Zambeze continua, a chuva insiste em caír e em alguns locais os solos já não conseguem absorver a quantidade de água que têm estado a receber.

As autoridades dizem que, nas próximas horas, vai ser necessário evacuar cerca de 10 mil pessoas das áreas de reassentamento de Jardim, Cachaco, Chirembue, Samarucha e Nocazana.

Zonas de risco

Era para essas áreas que haviam sido - e continuavam a ser - transferidas populações de zonas de risco.

"Temos que arranjar uma forma de pôr estas pessoas em local seguro, depois veremos. Estamos a criar comissões para as operações de busca e salvamento. Temos barcos pequenos que vão percorrer de casa em casa."

A pouco mais de 300 quilómetros de Mutarara está a capital da província de que aquela faz parte.

A cidade de Tete também não conseguiu escapar da fúria das águas do rio Zambeze.

"Temos instâncias turísticas, jardins, residências submersas, na baixa da cidade. Na ponte nota-se com muita preocupação que as águas estão a invadir as margens," disse Eleutério Guevane, um residente da cidade de Tete.

E, para além das inundações, os residentes de Tete, como aliás será o caso da maior parte dos que vivem nas cercanias do rio Zambeze, têm mais um motivo para se preocuparem.

"Há quem diga que os crocodilos são visíveis no princípio e ao fim do dia no rio. As pessoas estão já a tomar precauções."

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