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Última actualização: 04 Janeiro, 2008 - Publicado em 20:16 GMT
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Cheias no centro e no sul de Moçambique

Distribuição de alimentos
Autoridades lançam alerta vermelho
Em Moçambique mais de cinquenta mil pessoas já foram afectadas pelas inundações que pelo segundo ano consecutivo atingem o centro do país devido às intensas chuvas que se verificam na região.

As autoridades já declararam o alerta vermelho que permite, entre outros,
a evacuação obrigatória das populações, tendo igualmente reactivado o Centro Nacional de Operações de Emergência.

Reiteram no entanto que para já não se pode falar de um desastre humanitário.

Ao longo do vale do Zambeze, o actual cenário continua e deverá continuar a inspirar uma atenção especial mas é nas bacias dos rios Búzi, Púnguè e Save que os estragos são até aqui mais visíveis.

É dali que é proveniente a maioría das pessoas que perderam as suas casas e também o que até há pouco prometia ser uma boa colheita agrícola.

A ligação terrestre entre o sul e o centro, ou seja o resto do país, esteve mesmo em vias de sofrer um corte de conquências potencialmente desastrosas devido às inundações.

 Temos até agora 55 000 pessoas afectadas. Elas estão sãs e salvas e estão a ser reconduzidas para os centros de reassentamento ou novos campos de acomodação temporária.
Casimiro Abreu do Instituto de Gestão de Calamidades

O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades desmente que as inundações já tenham provocado vítimas mortais.

De qualquer modo e perante a deterioração nos últimos dias provocada pelas inundações que afectam mais de metade das províncias moçambicanas, as autoridades declararam na quinta-feira à noite o alerta vermelho.

Casimiro Abreu explica que isso significa que "Vamos redobrar os esforços, a coordenação das operações e iniciar de forma mais compulsiva e coordenada a evacuação das populações – com recurso às forças armadas se necessário – que teimem em permanecer em zonas de risco."

E esta hipótese, avançada aqui por Casimiro Abreu, do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, tem a seu favor experiências anteriores.

No passado e em situações idênticas, não foram poucas as pessoas que ou subestimaram o perigo que corriam ou simplesmente decidiram ignorá-lo, por uma ou outra razão – incluindo de índole sócio-cultural – contrariando assim apelos e mecanismos inseridos nos sistemas de aviso prévio de emergências.

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