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Moçambique declara 'alerta vermelho' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As inundações que atingem várias províncias de Moçambique, com destaque para a região central, já começaram a provocar mortes. Duas pessoas terão perdido a vida e milhares continuam a ser obrigadas a abandonar as suas casas. As autoridades declararam esta quinta-feira o "alerta vermelho", por entre receios, em regiões como Mutarara, de que a situação possa vir a ser pior do que a do ano passado. Na altura, mais de 150 mil pessoas ficaram desalojadas devido às cheias que afectaram o vale do rio Zambeze, no centro do país. Atravessado pelo rio Zambeze e pontificado por pequenas ilhas, Mutarara, na província de Tete, na região central de Moçambique, já está a ressentir-se dos efeitos das intensas chuvas que têm estado a fustigar a região. Falando à BBC, via telefone, na tarde desta quinta-feira, Alexandre Faite, o administrador distrital de Mutarara, disse que a situação na região era muito má. "Estamos muito mal. O posto administrativo de Inhangoma está isolado. Neste momento temos cerca de mil famílias que acorreram aos vários centros de reassentamento. São mais de 3500 pessoas." Situação grave De acordo com as autoridades, cinco das onze regiões com estatuto de província em Moçambique estão a braços com inundações. Tratam-se de Inhambane, no sul, Manica, Sofala, Tete e Zambézia no centro, e Nampula no norte. Se restavam ainda quaisquer dúvidas sobre a gravidade da situação, as imagens que as diferentes estações de televisão têm estado a passar desfazem-nas totalmente. Já há vários milhares de hectares de áreas agrícolas e inúmeras infra-estruturas total ou parcialmente submersas. Alexandre Faite diz que, ao que tudo indica, Moçambique poderá ter este ano uma época de chuvas muito mais devastadora. "No ano passado foi só em Fevereiro que atingimos este tipo de cheias. Mas este ano as chuvas começaram muito cedo e a situação será pior do que a do ano passado." A administrador do distrito de Mutarara também disse haver uma explicação simples para o facto das populações locais regressarem todos os anos a uma zona tão propensa a cheias. "O que leva as populações a regressarem a zonas de risco são os seus terrenos agrícolas. São terrenos muito férteis enquanto que os terrenos das zonas altas estão cheios de pedras e não são proveitosos em termos de culturas." | LINKS LOCAIS Moçambique em estado de alerta devido a cheias02 Janeiro, 2008 | Notícias Alerta de inundações em Moçambique12 Novembro, 2007 | Notícias Necessários milhões para fase pós calamidades05 Março, 2007 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não é responsável pleo conteúdo de sítios externos da internet | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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