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Necessários milhões para fase pós calamidades | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Em Moçambique, cerca de meio milhão de pessoas ressentem-se actualmente dos efeitos de calamidades naturais – das cheias, aos ciclones, às secas. O facto foi dado a conhecer durante um encontro em que o governo moçambicano anunciou à comunidade internacional que o país irá necessitar de US$70 milhões para a fase de reconstrução e normalização da vida das populações. O montante, anunciado pela primeira-ministra Luísa Diogo, situa-se bastante acima dos US$4 milhões disponibilizados pelo governo para a operacionalização do Plano de Contingência ora em implementação. Um montante que, aliás, já foi dispendido em 30% na sequência dos esforços de resgate das populações em situação de risco, devido às cheias no centro do país. Essas cheias obrigaram 163.000 pessoas a abandonar as suas casas. A acrescentar, e para agravar a situação, há também as 150.000 pessoas directa ou indirectamente afectadas pelo recente ciclone Fávio e ainda as dezenas de milhar de moçambicanos cuja segurança alimentar parece estar comprometida devido à seca. São, pois, estes os dados que serviram de esteira para o lançamento do Plano de Reassentamento e Reconstrução Pós-Calamidades, presidido pela primeira-ministra moçambicana, Luísa Diogo. "Esta reunião ficará inscrita como uma fase importante de um processo de acolhimento das contribuições para a mitigação dos efeitos nefastos das calamidades naturais e o ponto de arranque formal das actividades de reassentamento e reconstrução pós-calamidades naturais." A governante moçambicana disse ainda que o seu governo "considera que as contribuições desta reunião irão conferir uma maior eficácia à operacionalização do plano de reassentamento e normalização." Por seu lado, o Coordenador do Sistema das Nações Unidas em Moçambique congratulou uma vez mais o governo pela forma como tem estado a liderar os esforços de mitigação e gestão do impacto dos desastres naturais. Ndolamb Ngokwey salientou todavia a magnitude dos desafios pela frente, recordando que a comunidade humanitária mobilizara US$9 milhões através de um apelo ao fundo central da ONU para resposta a emergências. "Ainda há necessidades e há problemas que precisam de ser resolvidos. As previsões meteorológicas indicam que há probabilidades de mais chuvas na região. Isso poderá ditar o agravamento da situação. Por isso continuamos no terreno e por isso submetemos uma proposta para o período de transição e de reconstrução." | LINKS LOCAIS 'Falsos deslocados' recebem comida02 Março, 2007 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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