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Guiné-Bissau recebe assistência do FMI

Bissau
Seis milhões de dólares previstos na ajuda ao país.
As condições para que este programa se possa realizar estão agora criadas, anunciou, Catherine MacAullife, chefe de uma delegação do FMI, que procedeu à avaliação da situação macroeconómica da Guiné-Bissau.

A missão do FMI, que deverá agora aprovar o referido programa em Janeiro próximo, considerou encorajadores os resultados do desempenho económico dos últimos seis meses.

Catherine Macaullife, confirmou o estabelecimento de um programa de assistência pós-conflito com o governo guineense, que representa um pacote financeiro de cerca de seis milhões de dólares.

“Tendo esse programa com o Fundo, a Guiné-Bissau vai poder beneficiar do perdão de mais de 90 por cento de sua divida externa estimada em 1.1 biliões de dólares, cinco vezes superior ao PIB. É um empecilho para o crescimento económico,” referiu o ministro das finanças, Issufo Sanha.

Para o FMI, este é apenas um primeiro passo no sentido de atingir os objectivos de médio prazo de revitalizar o crescimento, reduzir a pobreza e alcançar a estabilidade e sustentabilidade das finanças publicas e a credibilidade externa.

Cabe ao próprio pais criar as condições necessárias para garantir a eficácia de tal apoio, pelo que o FMI recomenda a continuação da promoção da estabilidade politica, da boa governação e de politicas económicas e financeiras robustas.

Avaliação económica

Quanto à avaliação da situação macroeconómica o fundo considerou que ela é ainda difícil apesar do aumento das receitas tributárias entre Julho e Outubro, na ordem de 28 por cento e os desenvolvimentos positivos em relação ao controlo das despesas.

Na primeira metade do corrente ano as receitas diminuíram cerca de 13 por cento.

 Dentro de alguns dias vamos regularizar todos os salários atrasados do ano corrente.
Issufo Sanha, ministro das finanças

As estimativas preliminares apontam para uma ligeira recuperação do crescimento real do PIB em cerca de 2,5 por cento.

Com a apoio de novos doadores e o desembolso de contribuições pendentes da mesa redonda de Novembro de 2006,o governo assegurou fundos capazes de cobrir as despesas salariais do corrente ano.

“Neste momento já criámos as condições para o pagamento de salários correntes até Dezembro. Devo ainda dizer que dentro de alguns dias vamos regularizar todos os salários atrasados do ano corrente”, afirmou o ministro das finanças.

Os atrasos salariais estão na origem de várias greves em curso na Guiné-Bissau.

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