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Última actualização: 01 Novembro, 2007 - Publicado em 16:55 GMT
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Conferência discute prática da excisão na Guiné-Bissau

 Cerimónia de excisão na Guiné-Bissau
Cerimónia de excisão na Guiné-Bissau
O governo da Guiné-Bissau e o Fundo das Nações Unidas para a Infância, UNICEF, estão a fazer consultas para o estabelecimento de uma estratégia capaz de levar as populações muçulmanas a abandonarem a excisão feminina, denominada "fanado de mulher".

Organizações que protegem os direitos das criancas, ONGs que lidam com a comunidade muçulmana e especialistas na matéria estão reunidas em Bissau para o efeito.

Há cerca de 15 anos que se está a sensibilizar as populações que praticam o fanado de mulher.

As estratégias adoptadas até aqui, ao que tudo indica, não têm sido as melhores, no parecer das ONGs que actuam junto destas comunidades.

Mais abertura

“Em todas as circunstâncias é difícil, mas pessoalmente acredito que vamos conseguir um sucesso, sabendo que actualmente a população está mais aberta para falar deste assunto." - considerou o Embaixador Ensa Jandi, da ONG Alansar.

Excisão na Guiné-Bissau
A idade das crianças submetidas ao "fanado" está a diminuir

E acrescentou: "Basta uma iniciativa de grande escala a nível nacional, com apoio da comunidade internacional, certamente que vamos conseguir resultados positivos daqui a alguns anos”.

Enquanto defensora dos direitos das crianças a ONG Plan Internacional fez questão de levar a cabo um estudo sobre a excisão feminina na Guiné-Bissau.

“A conclusão deste estudo é que é cada vez menor a idade das criancas submetidas à excisão. O estudo recomenda que não se deve abordar esta questão de forma isolada mas sim no conjunto das necessidades das comunidades.” - disse Aladje Balde, director de programa da Plan Internacional na Guiné-Bissau.

Anterior ao Islão

É ou não uma recomendação do Islão o "fanado de mulher"? A esta pergunta responde uma especialista na materia, Fatumata Djau Baldé.

“A prática do fanado é anterior ao Islao, a recomendação do fanado é meramente tradicional. O Islao reomenda outra coisa que é de proteger a própra mulher e não a sua mutilação”,disse Fatumata Djau Baldé.

Esta especialista apresentou nessa reunião de consulta uma comunicação sobre a relação entre o Islão e a excisão feminina.

O "fanado de mulher" é considerado t uma norma social de iniciação, praticado maioriatriamente pelas etnias, fula, mandinga e beafada, mas com consequências muito nefastas, nomeadamente danos nos órgãos genitais, hemorragias, transmissão de doenças infecciosas, outros traumas irrreparaveis e mesmo morte.

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