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Autoridades rejeitam alegações dos RSF | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário de Estado da Comunicação Social da Guiné-Bissau, João de Barros e o presidente do Sindicato dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social, Mamadu Candé negaram haver ameaças aos jornalistas pelos traficantes de droga colombianos e seus cúmplices guineenses. Ambos reconhecem, entretanto, os riscos de investigação do tráfico de droga na Guiné, em comentários que fizeram à BBC na sequência do relatório da organização Repórteres Sem Fronteiras sobre os perigos que enfrentam os jornalistas da Guiné-Bissau, publicado segunda-feira. Intitulado "Cocaína e golpe de estado, fantasmas de uma nação amordaçada", o relatório dos Repórteres Sem Fronteiras diz que os jornalistas da Guiné-Bissau vivem sob ameaça permanente, imposta pelos narcotraficantes colombianos e os seus cúmplices africanos. João de Barros, é o secretário de Estado guineense para a Comunicação Social: “Que eu saiba, neste momento não há nenhum caso concreto em que jornalistas tenham sido sujeitos a pressão ou ameaças dos traficantes. O que aconteceu em tempos é que um jornalista na sua investigação nas Ilhas dos Bijagós foi interpelado no seu trabalho por estar num sítio onde é proibido circular, e mais tarde houve um jornalista que noticiou algo sobre o tráfico e foi chamado para esclarecimentos sobre a noticia”. Entre dois perigos O mesmo relatório diz que o executivo está dividido entre o perigo que representa uma luta contra o exército, cuja consequência poderia ser um novo mergulho na guerra civil, até mesmo o desencadeamento de um conflito inter-étnico de grande amplitude e as exigências da comunidade internacional. João de Barros rejeitou esta possibilidade dizendo que "a comunidade internacional não vai ficar indiferente a uma situação desse género" e que "temos uma população que rejeita as actividades dos traficantes". Por seu lado, o presidente do Sindicato dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social, Mamadu Candé considerou que o relatório faz afirmações gratuitas", reconhecendo ao mesmo tempo que "o assunto do tráfico de drogas tem os seus riscos". O relatório afirma que dois jornalistas puseram-se em fuga devido às ameaças de que foram alvo. Má fé “O próprio Iero Embaló nunca fez queixa e nunca falou disso. Só veio a falar disso fora da Guiné." Sobre o outro jornalista que estará em fuga "o sindicato não tem conhecimento e o próprio povo não sabe disso", afirmou Candé acrescentando que "são coisas que as pessoas estão a montar por má fé”. Entretanto, vários jornalistas concordam que o tráfico de droga representa um assunto perigoso, à semelhança do que acontece noutras paragens. Tudo o que se diz na imprensa sobre a droga chega das autoridades judiciais. | LINKS LOCAIS Média guineense 'amordaçada' por narco-traficantes12 Novembro, 2007 | Notícias Falta de transparência na destruição de droga29 Junho, 2007 | Notícias Estrangeiros ocupam Ilhas Bijagós16 Agosto, 2007 | Notícias Guineenses marcham contra o narcotráfico 03 Agosto, 2007 | Notícias Interpol avalia tráfico de drogas na Guiné-Bissau11 Abril, 2007 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não é responsável pleo conteúdo de sítios externos da internet | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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