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Última actualização: 13 Novembro, 2007 - Publicado em 18:40 GMT
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Autoridades rejeitam alegações dos RSF

Guiné-Bissau drogas
Autoridades dizem que não têm conhecimentos de ameaças a jornalistas que investigam o tráfico de drogas
O secretário de Estado da Comunicação Social da Guiné-Bissau, João de Barros e o presidente do Sindicato dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social, Mamadu Candé negaram haver ameaças aos jornalistas pelos traficantes de droga colombianos e seus cúmplices guineenses.

Ambos reconhecem, entretanto, os riscos de investigação do tráfico de droga na Guiné, em comentários que fizeram à BBC na sequência do relatório da organização Repórteres Sem Fronteiras sobre os perigos que enfrentam os jornalistas da Guiné-Bissau, publicado segunda-feira.

Intitulado "Cocaína e golpe de estado, fantasmas de uma nação amordaçada", o relatório dos Repórteres Sem Fronteiras diz que os jornalistas da Guiné-Bissau vivem sob ameaça permanente, imposta pelos narcotraficantes colombianos e os seus cúmplices africanos.

João de Barros, é o secretário de Estado guineense para a Comunicação Social:

“Que eu saiba, neste momento não há nenhum caso concreto em que jornalistas tenham sido sujeitos a pressão ou ameaças dos traficantes. O que aconteceu em tempos é que um jornalista na sua investigação nas Ilhas dos Bijagós foi interpelado no seu trabalho por estar num sítio onde é proibido circular, e mais tarde houve um jornalista que noticiou algo sobre o tráfico e foi chamado para esclarecimentos sobre a noticia”.

Entre dois perigos

O mesmo relatório diz que o executivo está dividido entre o perigo que representa uma luta contra o exército, cuja consequência poderia ser um novo mergulho na guerra civil, até mesmo o desencadeamento de um conflito inter-étnico de grande amplitude e as exigências da comunidade internacional.

João de Barros rejeitou esta possibilidade dizendo que "a comunidade internacional não vai ficar indiferente a uma situação desse género" e que "temos uma população que rejeita as actividades dos traficantes".

Por seu lado, o presidente do Sindicato dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social, Mamadu Candé considerou que o relatório faz afirmações gratuitas", reconhecendo ao mesmo tempo que "o assunto do tráfico de drogas tem os seus riscos".

O relatório afirma que dois jornalistas puseram-se em fuga devido às ameaças de que foram alvo.

Má fé

“O próprio Iero Embaló nunca fez queixa e nunca falou disso. Só veio a falar disso fora da Guiné."

Sobre o outro jornalista que estará em fuga "o sindicato não tem conhecimento e o próprio povo não sabe disso", afirmou Candé acrescentando que "são coisas que as pessoas estão a montar por má fé”.

Entretanto, vários jornalistas concordam que o tráfico de droga representa um assunto perigoso, à semelhança do que acontece noutras paragens.

Tudo o que se diz na imprensa sobre a droga chega das autoridades judiciais.

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