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Última actualização: 16 Agosto, 2007 - Publicado em 23:43 GMT
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Estrangeiros ocupam Ilhas Bijagós

Arquipélago dos Bijagós, frente à foz do rio Geba, visto de satélite
Apenas 17 das 80 ilhas Bijagós são habitadas por nativos
A armada guineense contesta a presença massiva de estrangeiros nas ilhas Bijagós, no sul da Guiné-Bissau.

Em entrevista à rádio privada, Galáxia de Pindjiguiti, o chefe de Estado-maior da Armada, José Américo Bubo na Tchuto, afirmou que as ilhas estão ocupadas por bandidos estrangeiros.

Na Tchuto solicitou ao Governo que disponibilizasse meios à Armada para iniciar operações de controlo das ilhas cujas populações estão a sofrer as mais variadas atrocidades por parte de ocupantes estrangeiros.

Foram contundentes as afirmações do chefe de Estado-maior da Armada, Bubo na Tchuto, que lamentou a falta de autoridade e de protecção das populações nas ilhas.

'Terra sem lei'

“Estão todas ocupadas por bandidos estrangeiros. Diga-se que estamos numa terra sem lei, cada qual faz o que quer. Não há autoridade. Devemos proteger as nossas populações. Qualquer dia seremos confrontados com uma situação de massacre das populações nas ilhas sem que possamos fazer nada” – alertou Bubo na Tchuto.

Bijagós a saque
 Qualquer dia seremos confrontados com uma situação de massacre das populações nas ilhas sem que possamos fazer nada
José Américo Bubo na Tchuto, chefe de Estado-maior da Armada

A ausência do Estado nas ilhas faz dos Bijagós um campo livre de tráfico de drogas, de exploração dos recursos naturais e ponto de partida importante para a emigração clandestina para a Europa.

Bubo na Tchuto denunciou ainda que um navio da Armada francesa que violara recentemente as águas territoriais e que fora intersectado pela Marinha guineense, nem sequer deu satisfações aos elementos da Armada guineense que, por via rádio, questionaram essa violação.

“Não dissemos que vieram fazer mal mas o normal seria pelo menos avisarem que iam navegar nas nossas águas”, lamentou na Tchuto.

A Armada, segundo o seu comandante, está disposta a desdobrar-se para estar presente onde as populações precisam de protecção, como é o caso das comunidades das ilhas Bjagós.

O arquipélago dos Bijagós conta com cerca de 80 ilhas das quais apenas 17 estão habitadas pelos nativos e representa uma grande potência turística.

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27 Julho, 2007 | Notícias
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