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Narcotráfico de colombianos na Guiné-Bissau | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Guiné Bissau, está cada vez mais a ser usada como entreposto para o narcotráfico entre a América Latina e a Europa, disse à BBCparaÁfrica Nelson Moreira, Coordenador da Comissão Interministerial guinnense de Combate à Droga. Ele sublinhou que a falta de recursos da polícia e a própria geografia do país possibilitam o aumento do narcotráfico internacional. Sao já muitos os colombianos detidos na Guine-Bissau por tráfico de droga. Mas por experiência e talvez devido ao poderio económico que ostentam acabam sempre por dar volta a situação. Modelo penal Segundo o presidente da Comissão interminesterial de luta contra a droga, Nelson Moreira, os traficantes aproveitam-se das fragilidades da Guiné em termos de controlo territorial e devido à sua situação geográfica. A Guiné-Bissau fica situada na África ocidental, a quatro horas da Europa, e o seu vasto território integra 90 ilhas das quais apenas 17 são habitadas. Nelson Moreira aponta ainda outro motivo para a crescente procura da Guiné-Bissau pos narcotraficantes da Colômbia e de outros países da América Latina. “Isto tambem se deve à propria moldura penal. Noutras partes do mundo o tráfico de droga tem como moldura penal a pena de morte, noutros é prisão perpétua. Na Guiné-Bissau é a impunidade total. Os traficantes escolhem países onde a moldura penal é leve”.
Cidadãos preocupados O envolvimento no tráfico de drogas na Guiné-Bissau de países com longa experiência de tráfico há muito que preocupa o cidadão comum. “É uma preocupação enorme sobretudo relativamente à nossa camada juvenil agora contaminada. Queremos que o estado ponha cobro a esta situação”, disse o guineense Júlio Quadeh. “Com o envolvimento de colombianos o tráfico de droga atingiu proporções insuportáveis", diria uma outra cidadã. O último caso de envolvimento de cidadãos colombianos no tráfico de drogas na Guiné-Bissau foi denunciado em Maio deste ano, pelas autoridades policiais. A detenção policial envolveu 15 traficantes entre colombianos, portoriquenhos, nigerianos e sereleoneses que tinham na sua posse vários materiais para a falsificação de notas. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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