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Guineenses marcham contra o narcotráfico | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Presidente da Guiné-Bissau declarou esta sexta-feira que o seu país não tem condições para fazer face aos novos fenómenos de criminalidade apenas com os recursos internos. Esta declaração de Nino Vieira consta de uma mensagem dirigida à nação por ocasião do 3 de Agosto, dia do massacre de Pindjiguiti. Este ano a efeméride foi assinalada com uma marcha contra o narcotráfico. Esta não deverá ter sido, certamente, a mensagem esperada para os esforços de combate ao crime organizado, nomeadamente o tráfico de drogas, mas foi a verdade que Nino Vieira quiz realçar. "Dada a fragilidade actual das estruturas do Estado e a particular morfologia geográfica do território nacional, não temos condições objectivas de fazer face a esses novos fenómenos [do narcotráfico] apenas com recurso a esforços internos. "A ausência de um apoio consequente da comunidade internacional pode pôr em perigo a consolidação da paz a nível interno, com consequências nefastas na estabilidade da nossa sub-região." A marcha contra a droga não encheu as ruas da capital guineense de trabalhadores, como era esperado. 'Enriquecimento fácil' Contudo, ficou marcada por um repúdio da Igreja Católica ao enriquecimento fácil de algumas pessoas. Em nome do Bispo de Bissau, o Padre Domingos Cá disse, na cerimónia contra o narcotráfico, que era possível aos guineenses sair, por outras vias, da situação de pobreza em que se encontram. "Temos alternativas às drogas. Uma delas será a exploração inteligente e diligente dos nossos próprios recursos. Não somos um deserto inóspito; temos uma terra fértil, um mar rico e um subsolo com algumas riquezas." Pedro Morato Milaco, o ministro guineense da Reforma Administrativa, Função Pública e Trabalho, também reagiu aos apelos para uma intervenção rápida do seu governo no combate ao narcotráfico na Guiné-Bissau. "O governo faz parte da solução do problema e o governo está a pensar em mobilizar meios para combater a droga e combater também os próprios consumidores e condenar, consequentemente, os produtores de drogas." Um plano de combate ao tráfico de drogas acaba de ser apresentado ao colectivo ministerial pela ministra guineense da Justiça, Carmelita Pires. | LINKS LOCAIS África, nova rota para cocaína 27 Julho, 2007 | Notícias Falta de transparência na destruição de droga29 Junho, 2007 | Notícias Narcotráfico de colombianos na Guiné-Bissau27 Junho, 2007 | Notícias Imigrantes ilegais detidos na Guiné-Bissau14 Junho, 2007 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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