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Falta de transparência na destruição de droga | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Magistrados na Guiné-Bissau lançaramm suspeitas sobre a destruição de 704 quilogramas de cocaína, ordenada pelo do ex-Primeiro Ministro, Aristides Gomes. O sindicato dos magistrados do Ministério Público guineense protestou esta sexta-feira contr a forma como o dossier droga está a ser conduzido. Em conferência de imprensa o porta-voz deste sindicato, Edmundo Mendes, revelou que não há autos que discriminem a forma como os 704 Kg de cocaína foram destruidos pelo anterior governo. No dia anterior, Aristides Gomes, na qualidade de ex-primeiro ministro afirmaria numa conferência de imprensa que a referidas droga tinha sido queimada por sua ordem, na presença de entidades competentes. Mas segundo o porta-voz dos magistrados, não são 674 Kg como havia sido anunciado mas sim 704 Kg de cocaína. Suspeitas O sindicato dos magistrados do Ministerio Público levantou esta sexta-feira graves suspeitas sobre a destruição dessas drogas. "Nao há nada que diga que existe um auto que discrimine a forma como essas drogas foram destruidas. " "Temos sérias dúvidas sobre isso porque , o processo de destruição de droga visa assegurar a transparência. A vontade do estado tem que ser clara, não pode haver suspeitas por isso é necessário fixar os procediemntos a observar, para que a acção do estado não suscite inequívocos. Mas não foi o que aconteceu." Edmundo Mendes sublinha que se esses procedimentos não foram observados O sindicato protesta contra a forma como este dossier droga está a ser conduzido, com o magistrado inicialmente detentor do processo a ser marginalizado. Quatro membros do anterior executivo, incluindo os ex-ministros das Finanças e da Justiça, o ex-director geral do Tesouro, o ex-director e o antigo inspector-geral da Polícia foram ouvidos no âmbito de um inquérito levado a cabo por uma comissão interminesterial criada pelo actual governo. O relatório-denuncia resultante dessa audição foi entregue directamente ao PGR, há cerca de um mês. Aristides Gomes quebrou o silêncio para dizer o que ex-ministro das Finanças, Victor Mandinga já havia afirmado. " Depois das formalidades requeridas, o produto foi queimado, segundo recomenda a legislação, na presença das autoridades competentes para o efeito". O Procurador Geral, Fernando Jorge Ribeiro, segundo o porta-voz do sindicato do magistrados Edmundo Mendes, criou uma comissão para saber se as referidas drogas foram ou não queimadas. As primeiras versões sobre a destruição dessas drogas davam conta de que a destruição dessas drogas teria sido feita em frente das camaras da televisão nacional, mas esta versão foi desmentida pela direcção daquela estação televisiva. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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