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Última actualização: 27 Julho, 2007 - Publicado em 14:42 GMT
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África, nova rota para cocaína
Cocaína
A Interpol assegura que dois terços da cocaína que chegam à Europa passam pela África Ocidental.
Carregamentos de cocaína caem de aviões misteriosos. Bemvindo à África Ocidental, uma região que se está a converter na rota predilecta dos narcotraficantes latino-americanos, principalmente colombianos, para chegarem à Europa.

Esta é a ultima constatação publicada num relatório das Nações Unidas sobre o tráfico de drogas.

A apreensão de cocaína na zona multiplicou seis vezes nos últimos anos e a Interpol afirma que dois terços da cocaína que chegam à Europa passaram por aquela região do continente africano.

Guiné Bissau

São vários os países afectados, incluindo a Nigéria, Gana e Costa do Marfim, mas a Guiné Bissau - que alguns já qualificam como o primeiro narcoestado do mundo- estaria no coração do problema por ser um dos mais débeis.

Podemos adicionar o facto desta ex-colónia portuguesa contar com 90 ilhas, das quais apenas 17 estão habitadas, e do país ser um dos mais pobres do mundo.

A Guiné Bissau está a converter-se no primeiro narcoestado do mundo.

"A situação geográfica da Guiné Bissau favorece aqueles que querem chegar à Europa. A extensão territorial e a falta de recursos materiais para que a polícia possa controlar todas as ilhas que hoje servem de depósito para os narcotraficantes", disse à BBC Nelson Moreira, presidente da comissão interministerial de luta contra a droga deste país.

"Deve-se também ao nosso código penal. Noutros países um narcotraficante é punido com a pena de morte ou prisão perpetua, aqui goza de impunidade total", declarou Moreira.

Terror

O activista de direitos humanos da Guiné Bissau, Mário Sá Gomes, denunciou recentemente a corrupção e os vínculos entre as redes de narcotráfico e os líderes políticos, policias e militares do seu país, e por isso encontra-se escondido desde o passado dia 11 de Julho por temer ser assassinado.

"Muitas vezes a policía detém gente na posse de drogas, mete-as na prisão mas liberta-as no dia seguinte. Não sabemos quem lhes deu autorização para isso, mas é um problema que todos conhecem", afirmou numa entrevista à BBC.

Embora nas ruas de Bissau se respire o medo face à crescente influência dos narcotraficantes latino-americanos, poucos acreditam que un país tão débil como o seu, dependente da ajuda internacional, possa combater estas novas mafias internacionais.

A ONU afirma que a tendência para utilizar esta região para o transporte da cocaína começou há uns cinco anos atrás, e que as novas estruturas dos narcotraficantes complicam a luta contra o tráfico de drogas.

"Hoje está a lutar-se contra senhores da guerra que têm vínculos muito mais fortes com as mafias internacionais", afirmou Francisco Thoumi, Director do Centro de Estudos e do Observatório de Drogas e Delito na Colômbia.


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