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Aristides Gomes ouvido na PGR
Drogas
Droga apreendida
A Procuradoria-Geral da República ouviu quarta-feira o antigo primeiro-ministro, Aristides Gomes, no âmbito do caso dos 674 quilos de cocaína desaparecidas nas dependências do Ministério das Financas, no ano passado.

Gomes é o último dos antigos membros do governo tidos como suspeitos em relação ao caso ouvido na PGR.

Dois antigos ministros e dois antigos secretários de estado já haviam sido ouvidos no âmbito do mesmo processo.

Uma fonte da Procuradoria Geral da República revelou à BBC que cabe agora ao magistrado decidir pela acusação ou não do processo ou pela continuação das investigações.

Aristides Gomes terá reafirmado o que dissera recentemente numa rádio em Bissau, ter sido quem ordenara a destruição dos referidos 674 quilogramas de cocaína e recebido a confirmação em como as suas recomendações foram cumpridas.

Alguns analistas admitem que o ex-primeiro ministro poderá não ser feliz nas suas declarações visto que a lei anti-droga reserva em exclusivo ao magistrado o direito de ordenar a destruição das drogas apreendidas, seguindo as orientações previstas na lei.

O caso já fez rolar pelo menos uma cabeça: o antigo director geral da polícia judiciária, igualmente tido como suspeito, foi afastado das suas funções, por força das investigações em curso.

Foi a PJ que apreendeu em Setembro de 2006 as referidas drogas.

Alega-se que por falta de condições de segurança para a sua conservação nas dependências da PJ , as referidas drogas etriam sido levadas numa noite para um dos cofres fortes do Tesouro Público.

Teria sido daqui que mais tarde desapareceriam. Não se falou de sua destruição senão quando o actual governo questionou o destino da referida cocaína .

O governo demitido de Aristides Gomes dissera que foram queimadas.

O actual primeiro-ministro, Martinho Dafa Kabi não concorda e já remeteu para a PGR um relatório denúncia sobre o caso.

Aguarda-se que as instâncias judicias se pronunciem.

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