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Tráfico de crianças na Guiné-Bissau | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A polícia de Bafatá, no leste da Guiné acaba de anunciar a detenção de um indivíduo que tentava levar 52 crianças para o Senegal, alegamente para aprenderem o Alcorão. É a segunda detenção de elementos da rede de tráfico de crianças para aquele país no espaco de três meses. Outras 56 haviam sido descobertas em Agosto quando se preparavam para a viagem em direcção à capital senegalesa. Uma fonte que acompanhou este mais recente caso de Bafatá, disse à BBC que a denúncia das actividades dessa rede de tráfico de crianças foi feita por um habitante de Countubuel, junto a fronteira leste com o Senegal. A mesma fonte adianta que as crianças recuperadas do traficante encontram-se num chamado SOS Talibes e que se tratam de menores, todos do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 7 e 12 anos. Guineenses dirigem o tráfico Organizações de defesa dos direitos das crianças têm denunciado a exploração a que são sujeitas estas crianças, levadas para o Senegal pelos seus mestres. Há relatos de maus tratos, fome e doenças de que elas são vítimas nas ruas de Dacar, para onde muitas delas são levadas com o consentimento dos pais. Um comité de combate ao tráfico de crianças, em colaboração com a polícia de Bafatá, descobriu em Agosto uma rede que se preparava para atravessar a fronteira com 56 criancas de quatro a seis anos, muitas delas de sexo feminino. Segundo o governador da regiao de Bafatá, Carlos Adulai Djaló, a rede é dirigida por cidadãos guineenses residentes no Senegal. Cerca de 100 crianças talibes, recolhidas do Senegal pela associação Amigos das Crianças, estão já reintegradas na convivência familiar. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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