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Ilhas Canárias com 'avalanche de imigrantes ilegais' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O chefe do governo regional das Ilhas Canárias, Adán Martín, diz que a sua administração está cada vez mais pressionada pelo número de imigrantes africanos que continuam a chegar ilegalmente àquele arquipélago por via marítima. O problema está a agravar-se apesar mesmo de barcos e aviões da União Europeia estarem a afectuar missões de patrulha junto às costas de Cabo Verde e da Mauritânia. As autoridades das Ilhas Canárias pediram ao governo espanhol que constitua um grupo permanente de crise para lidar com o problema. Segundo Danny Wood, o correspondente da BBC em Madrid, o chefe do governo das Ilhas Canárias diz que a sua região está a fazer face a uma 'avalanche de imigração ilegal'. Adán Martín pediu ao governo espanhol e à União Europeia que dupliquem os seus esforços de ajuda. 'Avalanche' Segundo ele, nas primeiras duas semanas de Agosto, mais de 3 mil imigrantes africanos chegaram às Ilhas Canárias, de barco. Este número é 10 vezes superior ao registado no mesmo período no ano passado. Fazendo-se transportar em embarcações precárias, só nos últimos sete meses e meio chegou às Ilhas Canárias quase o dobro do número de imigrantes ilegais chegados em 2002, quando foram apreendidas quase 10 mil pessoas nas águas territoriais espanholas. Segundo a guarda costeira espanhola, só na última quarta-feira foram interceptados cerca de 400 imigrantes ilegais em alto mar. Na quinta-feira, outros 100 foram encontrados em duas embarcações.
Adán Martín quer que o governo central espanhol constituia, com urgência, um grupo de crise integrado pelos ministros do Interior, da Defesa e dos Negócios Estrangeiros. Descontrolo Este último pedido de ajuda acontece depois do Primeiro-Ministro espanhol, José Luíz Rodriguez Zapatero, ter visita as Canárias. Zapatero saudou a maneira como as autoridades locais estavam a lidar com a questão da imigração ilegal, mas o governo regional insiste que a situação está a ficar descontrolada, com os centros de acolhimentos de imigrantes ilegais abarrotados de gente e a guarda costeira totalmente sobrecarregada. Adán Martín diz que a operação de patrulhamento da costa africana, de onde partem os imigrantes ilegais, 'não tem meios suficientes e não está a resultar'. A operação Frontex, idealizada pela União Europeia, vai envolver dois barcos patrulheiros, da Itália e de Portugal, que deverão operar nas proximidades de Cabo Verde e da Mauritânia, com o apoio de aviões de patrulha fornecidos pela Finlândia. Patrulhas A estes meios juntar-se-ão barcos e helicópteros espanhóis que já operam na área. Mas, de acordo com fontes espanholas, há alguma confusão em relação à data do início da operação conjunta. Entretanto, as autoridades cabo-verdianas disseram na quinta-feira que o barco patrulheiro português envolvido na missão ficara atracado no porto da Cidade da Praia devido ao mau tempo. Segundo o director do porto da Praia, José de Deus Carvalho, citado pela agência de notícias AFP, o barco, com 71 tripulantes, deverá permanecer durante 45 dias em missão de patrulhamento nas águas territoriais de Cabo Verde. | LINKS LOCAIS Êxodo para a Europa Ocidental07 Junho, 2006 | Notícias África ainda sofre com fuga de cérebros25 Abril, 2006 | Notícias Espanha envia tropas para enclaves africanos29 Setembro, 2005 | Notícias Cabo Verde fecha portas à imigração da CEDEAO10 Agosto, 2006 | Notícias Sarkozy em África para explicar lei de imigração18 Maio, 2006 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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