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Sarkozy em África para explicar lei de imigração | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Ministro francês do Interior, Nicolas Sarkozy está de visita à África Ocidental onde a sua recepção foi pouco calorosa depois da sua intervenção na nova lei da imigração em França. A nova lei vai limitar a entrada de estrangeiros no país, ao aceitar apenas pessoas com formação académica. A nova legislação subirá agora ao Senado para aprovação no próximo mês. Entre as várias medidas conta-se a introdução de um "contrato de integração" em que os imigrantes se comprometem a respeitar o estilo de vida e costume franceses através da aprendizagem da língua e dos princípios republicanos. Protestos Centenas de manifestantes reuniram-se junto à embaixada francesa na capital do Mali, Bamako, para protestarem contra o papel de Sarkozy na implementação da nova lei. A nova lei torna mais difícil a entrada no país de imigrantes não-qualificados permitindo aos funcionários dos serviços de imigração seleccionarem os melhores candidatos estrangeiros. Entre as várias medidas conta-se a introdução de um "contrato de integração" através do qual os imigrantes se comprometem a respeitar o estilo de vida e os costumes franceses através da aprendizagem da língua assim como dos princípios republicanos. Nicholas Sarkozy, o ministro francês do Interior, compara esta lei a uma oportunidade. Segundo Sarkozy, cabe à França seleccionar em vez de sofrer com os seus imigrantes, uma frase que foi alvo de fortes críticas por partes dos opositores da nova legislação. Entre os seus críticos mais destacados conta-se o presidente senegalês, Abdoulaye Wade que criticou o ministro francês do Interior assim como a ideia de imigração selectiva. Críticas Um dos argumentos que Sarkozy invoca para justificar a nova legislação é o facto dos distúrbios em França no ano passado terem provado que as políticas actuais não estão a resultar. A nova lei afasta ainda o direito automático a residência para todos aqueles que se encontram no país ilegalmente há mais de 10 anos. De recordar que o próprio Sarkozy é filho de um imigrante húngaro cuja família se mudou para França nos anos 50. Segundo dados recolhidos no último recenseamento da população, 4,3 milhões de cidadãos estrangeiros viviam em França. Outros sectores da sociedade tais como a Igreja Católica e grupos anti-racistas estão a assumir um papel cada vez mais activo nesta polémica. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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