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Espanha envia tropas para enclaves africanos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A polícia espanhola diz que mais de mil imigrantes da África sub-Sahariana continuam a "cercar" os enclaves de Ceuta e de Melilla. Os imigrantes estariam à espera da melhor oportunidade para atravessarem ilegalmente do território marroquino para solo espanhol. Na madrugada de quarta para quinta-feira, pelo menos 500 imigrantes tentaram forçar a sua entrada em Ceuta. Cinco foram mortos em condições ainda por esclarecer. Nos últimos dias, cerca de mil e quinhentos imigrantes tentaram entrar ilegalmente em Melilla, o segundo enclave espanhol em território marroquino. A polícia de choque espanhola nega que tenha efectuado disparos com armas de fogo quando tentou travar o avanço dos imigrantes ilegais. Mortos e feridos Pelo menos 50 forçaram a sua entrada em Ceuta. Cinco morreram e cerca de 30 foram hospitalizados com ferimentos. Os enclaves de Ceuta e de Melilla estão entre as principais rotas para os imigrantes que tentam entrar ilegalmente em Espanha e na União Europeia a partir do continente africano. Desde o início da semana que 1500 imigrantes da África sub-Sahariana tentaram saltar a barreira que separa Marrocos de Melilla depois do governo espanhol ter anunciado planos para duplicar a sua altura. A barreira da fronteira de Ceuta foi já reforçada. Mas isso não impediu que centenas de imigrantes ilegais se juntassem para tentar transpô-la.
Em grupos de várias dezenas - e com a ajuda de escadas - os imigrantes tentam saltar rapidamente a fronteira formada por duas cercas contíguas de arame. Muitos ficaram presos ou feridos no arame farpado colocado no topo das barreiras. Tomada de medidas O Ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros, Miguel Angel Moratinos, disse que o seu governo estava a trabalhar no sentido de evitar uma repetição destas situações. As autoridades espanholas anunciaram o envio de 400 soldados para reforçar a segurança em Ceuta e em Melilla. José Bono, o Ministro da Defesa de Espanha, disse ter recebido ordens expressas para a tomada desta medida. "O Primeiro-Ministro [José Luis Zapatero] autorizou-me a usar o exército para, a partir de agora, apoiarmos a Guarda Civil. Foi o que fizemos". Os incidentes de Ceuta e de Melilla dominaram a cimeira hispano-marroquina que se realizou na quinta-feira na cidade de Sevilha. Marrocos e a Espanha estão, geograficamente, tão perto uma da outra que milhares de africanos acorrem a Marrocos de todas as partes do continente para tentar entrar de forma ilegal em Espanha e na União Europeia. Suspeita-se que os marroquinos não se estejam a esforçar para garantir a segurança fronteiriça com Ceuta e Melilla - dois enclaves cuja soberania disputam com a Espanha. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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