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Kumba Yalá desmente ter ocupado o Palácio | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-presidente da Guiné-Bissau, Kumba Yalá, desmentiu esta quinta-feira ter ocupado o Palácio presidencial na capital do país, dizendo que as autoridades que o acusaram de uma tentativa golpe estavam a mentir. Num comunicado, Yalá, que foi eleito em 2000 e derrubado num golpe sem derramento de sangue três anos depois, veio complicar ainda mais um acontecimento confuso que veio perturbar uma situação já complicada. O presidente interino da Guiné-Bissau, Henrique Rosa, na quarta-feira, acusara Yalá de tentativa de golpe de estado ao ocupar por algum tempo a Presidência. O chefe do Estado Maior do exército, Tagme Na Waie, e testemunhas disseram que Yala e um grupo de homens chegaram ao edifício na capital Bissau na madrugada de quarta-fiera, e ali permaneceram por algumas horas. Em declarações a uma rádio portuguesa Kumba Yalá disse: "Como pode um civil, não um soldado, entrar no edifício, guardado por 650 homens liderados por um general?". "Nunca estive..." Num comunicado Yalá declarou: "Nunca estive no edifício da Presidência da República. Não fui levado por um grupo de soldados porque não tenho militares que apoiem a minha causa e além disso foram os militares que me derrubaram do poder num golpe. Por isso tudo o que foi dito pelos poderes políticos é falso". Os rumores do bizarro ataque contra a Presidência provocaram protestos em Bissau e alguns residentes fugiram para o interior. Jovens manifestantes anti-Kumba Yalá entraram em confronto com a segurança armada do antigo presidente e atacaram a sede do seu partido com pedras e garrafas. Líderes regionais condenaram o ataque contra a Presidência e ameaçaram com sanções contra quem ameace a estabilidade do país. |
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