|
Guiné-Bissau: exército apela à calma | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Assistido por um grupo de homens armados, o ex-presidente da Guiné Bissau ocupou o palácio presidencial durante algumas horas da manhã. O exército denunciou a acção na rádio nacional, e emitiu um apelo à calma, antes de ter anunciado que Kumba Yalá regressou a casa. Há dez dias atrás o ex-presidente auto-proclamou-se chefe de estado, dois anos depois do golpe que o destituiu. Em Junho estão previstas eleições para subsituir o governo de transição, que está no poder desde a demissão de Kumba Yalá, em que o ex-governante aparece como candidato. Tensão Uma declaração do exército dizia: "esta manhã um grupo de soldados acompanhou o antigo Presidente Kumba Yalá ao palácio, para que ele pudesse ocupar o lugar presidencial". De acordo com as forças armadas, Yalá permaneceu durante quatro horas no palácio, antes de ter abandonado o local. O Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, Tagme Na Wai, convocou uma reunião de emergência no quartel-general do exército, de acordo com uma fonte militar. Kumba Yalá Pensa-se que o antigo presidente tenha algum apoio no exército, que é dominado por membros da mesma etnia de Kumba Yalá: os Balanta. Kumba Yalá foi eleito em 2000, e a sua deposição teve lugar em 2003. No mês passado foi escolhido como candidato presidencial pela maior força da oposição, o Partido da Renovação Social. A candidatura foi aprovado pelo Supremo Tribunal, embora Kumba Yalá tivesse sido interditado de participar na vida política durante cinco anos. Apelos à estabilidade Os líderes regionais da África Ocidental visitaram a Guiné-Bissau no passado fim-de-semana, e encontraram-se com Kumba Yalá e outro líderes políticos e militares, numa tentativa de aplacar as tensões. Na comitiva estava Olusegun Obasanjo, o presidente da Nigéria e da União Africana, que foi protagonista de um momento tenso com Kumba Yalá, sobre o facto de este ser ou não presidente em exercício. Os líderes estrangeiros apelaram à neutralidade do exército e à necessidade de assegurar a estabilidade antes das eleições. Também alertaram para o indispensável respeito da constituição e do código eleitoral, ao mesmo tempo que lançaram um aviso contra actos de violência. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||