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Última actualização: 25 Maio, 2005 - Publicado em 11:53 GMT
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Guiné-Bissau: exército apela à calma
Kumba Yalá
Kumba Yalá saiu do palácio por volta das sete horas da manhã
Assistido por um grupo de homens armados, o ex-presidente da Guiné Bissau ocupou o palácio presidencial durante algumas horas da manhã.

O exército denunciou a acção na rádio nacional, e emitiu um apelo à calma, antes de ter anunciado que Kumba Yalá regressou a casa.

Há dez dias atrás o ex-presidente auto-proclamou-se chefe de estado, dois anos depois do golpe que o destituiu.

Em Junho estão previstas eleições para subsituir o governo de transição, que está no poder desde a demissão de Kumba Yalá, em que o ex-governante aparece como candidato.

Tensão

Uma declaração do exército dizia: "esta manhã um grupo de soldados acompanhou o antigo Presidente Kumba Yalá ao palácio, para que ele pudesse ocupar o lugar presidencial".

De acordo com as forças armadas, Yalá permaneceu durante quatro horas no palácio, antes de ter abandonado o local.

O Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, Tagme Na Wai, convocou uma reunião de emergência no quartel-general do exército, de acordo com uma fonte militar.

Kumba Yalá

Pensa-se que o antigo presidente tenha algum apoio no exército, que é dominado por membros da mesma etnia de Kumba Yalá: os Balanta.

Kumba Yalá foi eleito em 2000, e a sua deposição teve lugar em 2003.

No mês passado foi escolhido como candidato presidencial pela maior força da oposição, o Partido da Renovação Social.

A candidatura foi aprovado pelo Supremo Tribunal, embora Kumba Yalá tivesse sido interditado de participar na vida política durante cinco anos.

Apelos à estabilidade

Os líderes regionais da África Ocidental visitaram a Guiné-Bissau no passado fim-de-semana, e encontraram-se com Kumba Yalá e outro líderes políticos e militares, numa tentativa de aplacar as tensões.

Na comitiva estava Olusegun Obasanjo, o presidente da Nigéria e da União Africana, que foi protagonista de um momento tenso com Kumba Yalá, sobre o facto de este ser ou não presidente em exercício.

Os líderes estrangeiros apelaram à neutralidade do exército e à necessidade de assegurar a estabilidade antes das eleições.

Também alertaram para o indispensável respeito da constituição e do código eleitoral, ao mesmo tempo que lançaram um aviso contra actos de violência.

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