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Última actualização: 17 Maio, 2005 - Publicado em 19:09 GMT
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Polícia reprime manifestação em Bissau
Presidente Henrique Rosa
Presidente Henrique Rosa
O Presidente da Guiné-Bissau, Henrique Pereira Rosa, condenou com veemência, a instabilidade criada no país, desde 15 de Maio, dia em que o deposto Presidente Kumba Yalá, e candidato ás eleições marcadas para 19 de Junho, se auto-proclamou Presidente de novo.

Na sua mensagem feita na Presidência da República esta terça feira, Henrique Rosa disse que, "o país corre o risco de entrar em caos e pôr em causa, todos os esforços até desenvolvidos, para terminar o processo de transição."

Grave situação

As palavras do Presidente interino da Guiné-Bissau, não deixaram de expressar a gravidade da situação em que o país se encontra.

"Os sinais deste agravamento, teriam já sido detectados a algum tempo a esta parte, facto que alertou a comunidade internacional."

O Chefe de estado guineense, disse que ninguém imaginou que se pudesse ir tão longe, numa via que considera ser claramente, uma afronta ao regular funcionamento das instituições.

Para o Presidente guineense, "

 em lugar da esperança, voltou a crescer a ameaça e o desespero
Presidente Henrique Rosa
em lugar da esperança, voltou a crescer a ameaça e o desespero".

Henrique Rosa diz que, em vez da esperança, crescem o medo e a incerteza no seio das famílias guineenses, não deixando de alertar, que a vontade de obtenção do poder a qualquer preço, não era o caminho a seguir.

Exército reafirma apoio constitucional

Entretanto, o presidente do Comité Militar afirmou que as Forças Armadas da Guiné-Bissau estão subordinadas ao poder político e sublinhou que há que desdramatizar a questão levantada com a auto-proclamação de Kumba Ialá como chefe de Estado guineense.

A garantia foi dada por Bitchofla Na Flafé em breves declarações à agência portuguesa de notícias, Lusa, no final de uma reunião com o Presidente interino guineense, Henrique Rosa, na presença do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Major-General Tagmé Na Waie.

"Não há que ficar preocupado. Os militares estão nas casernas e respeitam o poder político", afirmou Na Fafé, que não estava fardado e seguiu de imediato para a sua viatura, não prestando mais esclarecimentos.

Polícia impede manifestação

Na tarde de terça feira, a polícia anti-motim, reprimiu uma manifestação de jovens apoiantes de Kumba Yalá.

Segundo as autoridades, a manifestação não havia sido autorizada e o próprio partido, o PRS, disse ter desaconselhado a mesma.

Entretanto, o vice-presidente do Supremo Tribunal de Justiça afirmou que em circunstância alguma foi dito por este órgão judicial guineense que Kumba Ialá poderia reassumir a chefia do Estado, como este anunciou no domingo.

"Uma coisa não tem nada a ver com outra. O que o Supremo Tribunal de Justiça disse em relação à Kumba Ialá foi que a candidatura dele às presidenciais, tem toda a legalidade constitucional, mas nunca dissemos que ele podia ou devia reassumir a presidência da República", disse o juiz-conselheiro Paulo Sanhá.

Em relação a esta carta de renúncia, o Supremo analisou e chegou à conclusão de que não era impeditiva, em qualquer circunstância, a candidatura de Kumba Ialá à presidência da República, como aliás está explicado no acórdão", frisou Paulo Sanhá.

Em conferência de imprensa realizada no domingo na sua residência particular em Bissau, o ex-presidente guineense, Kumba Ialá, anunciou que reassumia o poder de Chefe de Estado, dando continuidade ao mandato para o qual havia sido eleito em 2000.

Para o Director da rádio privada Bombolom, Agnelo Regala, esta situação foi criada pela decisão do Supremo Tribunal de Justiça, ao validar a candidatura de Kumba Yalá.

Regala acrescenta ainda, que o silêncio da oposição, nos últimos dias, deve-se aos seus próprios problemas internos, estando a ser ultrapassados pelos acontecimentos.

Não deixou igualmente de sublinhar a responsabilidade da comunidade internacional, em todo este processo.

Já o ex-Presidente de Moçambique, Joaquim Alberto Chissano, enviado especial do Secretário Geral da ONU para as eleições na Guiné-Bissau, Kumba Yalá, regressará á razão.

Joaquim Chissano realizou uma missão de mais de uma semana na Guiné-Bissau, numa tentativa de ajudar a encontrar soluções para mais esta crise.

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