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Atualizado às: 19 de novembro, 2008 - 00h52 GMT (22h52 Brasília)
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Montadoras pedem plano de ajuda ao Senado dos EUA
Veículos da General Motors em pátio da montadora
Veículos da General Motors em pátio da montadora
Os diretores das três maiores montadores dos Estados Unidos, Ford, General Motors e Chrysler, pediram nesta quarta-feira ao Congresso americano um pacote de ajuda da ordem de US$ 25 bilhões.

Durante uma audiência no Senado, eles afirmaram que sem o pacote de resgate, as empresas automobilísticas correm o risco de entrarem em colapso. Eles ainda alertaram para os riscos que a quebra dessas empresas pode trazer à economia do país.

O diretor-executivo da GM, Rick Wagoner, afirmou que a empresa precisa de um empréstimo para poder atravessar o “precipício financeiro” em que se encontra.

Apesar dos apelos, os senadores republicanos e a Casa Branca são contra o uso de parte do pacote de US$ 700 bilhões aprovado em outubro para resgatar as instituições financeiras em uma ajuda às montadoras.

Produção ineficiente

Wagoner disse à Comissão de Bancos do Senado que a grave situação em que se encontra a indústria automotiva não tem relação com falhas gerenciais, mas com a crise global no sistema financeiro.

Mesmo assim, parece ter havido pouca simpatia aos apelos da indústria.

O presidente da comissão, o democrata Christopher Dodd, afirmou que a indústria automotiva está “procurando tratamento para feridas que, em grande parte, foram causadas por ela mesma”.

Dodd, no entanto, afirmou concordar que “centenas de milhares de pessoas podem perder seus empregos se as companhias entrarem em colapso”.

Congressistas republicanos afirmam que a atual crise econômica não é o único motivo pelo qual a indústria automotiva está tendo problemas.

Segundo eles, as produções da Chrysler, GM e Ford foram ineficientes e seus custos trabalhistas são mais altos do que os de seus rivais estrangeiros.

Wagoner, no entanto, insiste no argumento de que os problemas são causados pela crise financeira.

“O que nos expôs à possibilidade de falência foi a crise financeira global, que restringiu severamente a oferta de crédito e reduziu as vendas para o menor nível per capita desde a Segunda Guerra Mundial”, disse.

Impacto econômico

Os executivos das grandes montadoras argumentam que a falência destas indústrias pode ter um impacto econômico “catastrófico”, com a perda de 3 milhões de empregos apenas no primeiro ano.

Alan Mulally, presidente da Ford, afirmou que a falência de apenas uma das companhias pode ter conseqüências amplas.

“Esta indústria é muito interdependente. Nós representamos quase 10% do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos e, se uma das montadoras ficar com problemas sérios, as implicações serão tremendas para toda a indústria”, disse.

Líderes democratas do Congresso estão trabalhando nos bastidores para que alguma ajuda financeira para as montadoras possa ser aprovada até o final do ano, mas a posibilidade é pequena.

Os democratas já rejeitaram a opção apresentada pelos republicanos e pela Casa Branca que permitiria que a indústria automotiva se utilizasse do programa de empréstimos de US$ 25 bilhões inicialmente lançado para ajudar as companhias a desenvolverem veículos que gastem menos combustível.

A GM alertou que pode ficar sem dinheiro em caixa em questão de semanas e não pode esperar até que o presidente eleito, Barack Obama – que prometeu ajudar a indústria automotiva –, tome posse em 20 de janeiro.

As audiências dos executivos no Congresso continuam nesta quarta-feira.

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