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Brasil já tem um plano de crescimento fiscal, diz Meirelles | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse nesta segunda-feira que o Brasil “já tem um plano de crescimento fiscal” e que o principal problema do país é falta de crédito. “Cada país tem que adotar políticas fiscais de acordo com sua necessidade (…). O Brasil já tem um plano de crescimento fiscal”, disse ele, referindo-se ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal. “O que há (no país) é um problema forte de liquidez.” Meirelles fez seus comentários após um encontro do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês) em reposta a perguntas de jornalistas sobre a possibilidade de o Brasil seguir a China e lançar um pacote de políticas fiscais expansionistas. No fim de semana, a China anunciou um pacote econômico de US$ 586 bilhões para estimular sua economia. O plano inclui aumentar os gastos públicos na área de infra-estrutura e habitação, além do corte de impostos para alguns setores empresariais. Após o encontro do BIS, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, elogiou a China e afirmou que os países que tivessem a capacidade de fazer o mesmo deveriam seguir o exemplo chinês. Essa também foi a tônica dos discursos durante o G20 (grupo dos países mais ricos do mundo) que se encontraram na cidade no fim de semana. No encontro, o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, e o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, afirmaram que a maior preocupação global deve ser com a retração da economia e que os temores com a inflação, embora importantes, ficaram em segundo plano em âmbito global. Quando questionado sobre se o país vai mudar a sua política monetária diante da crise atual e do corte de juros de outros países, o presidente do BC foi sucinto. “A política monetária adequada no momento é a que está na ata do Copom (Comitê de Política Monetária) divulgada na quinta-feira (…) Políticas futuras vão ser decididas na próxima reunião.” Desaceleração mundial Segundo Meirlelles, é consenso entre os participantes da reunião do BIS que a economia mundial vai se "desacelerar substancialmente em 2009" e que é esperada uma contração nos produtos internos brutos dos países industrializados. "Os emergentes devem continuar a crescer, mas a taxas menores", disse. Meirelles afirmou ainda que "o Brasil está enfrentando esta situação em posição relativamente melhor que outros países, e bem melhor do que no passado", afirmou. Meirelles afirmou que a meta de inflação para o Brasil em 2009 segue em 4,5%. Apesar dos problemas, o presidente do BC disse que também é consenso que a situação global melhorou, embora ainda seja grave. Para ele, há uma gradativa recuperação de crédito, mas ainda abaixo dos níveis anteriores à quebra do banco Lehman Brothers, há quase dois meses. A reunião do BIS – que é conhecido como "o banco central dos bancos centrais" – foi realizada pela primeira vez no Brasil, logo após o encontro de ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do G20. |
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