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Atualizado às: 08 de novembro, 2008 - 23h44 GMT (21h44 Brasília)
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Bird defende expansão de políticas fiscais para combater crise

Robert Zoellick na abertura da reunião de ministros de Finanças e presidentes dos bancos centrais dos países do G20, em São Paulo
Robert Zoellick na abertura da reunião do G20, em São Paulo
O presidente do Banco Mundial (Bird), Robert Zoellick, disse neste sábado em São Paulo, que os governos devem expandir as políticas fiscais para reduzir os impactos da crise financeira.

Depois de participar do primeiro dia da reunião de ministros de Finanças e presidentes dos bancos centrais dos países do G20, em São Paulo, Zoellick disse que hoje está clara a necessidade de investimentos para conter a crise.

Segundo ele, um novo relatório sobre a economia mundial a ser divulgado na próxima semana pelo Bird deverá mostrar que a situação piorou, inclusive nos países em desenvolvimento.

Zoellick também disse que em 2009 poderá haver um declínio do comércio mundial, pela primeira vez desde 1982.

O presidente do Bird afirmou que alguns países implementaram políticas macroeconômicas e fiscais, como o Brasil, "mas todos os países se encaminham para uma zona de perigo".

Ele disse que na próxima semana o Bird deverá anunciar "uma expansão significativa do apoio financeiro".

'Crise humana'

O presidente do Bird disse que é preciso garantir "que a crise financeira não se torne uma crise humana".

De acordo com Zoellick, a crise deverá levar mais gente para situação de pobreza e reforça a necessidade de os países honrarem seus compromissos de ajuda aos mais pobres, especialmente a África.

Um dos principais pontos em discussão na reunião do G20, que ocorre neste sábado e domingo, é a reforma do sistema financeiro internacional e a maior participação dos países emergentes nas decisões.

O presidente do Bird afirmou que não apenas os emergentes, mas também os países pobres devem ter mais voz.

"Quando se olha a composição do G20, há um grupo de países em desenvolvimento e países desenvolvidos. Os países mais pobres não estão representados", disse.

Reforma

O encontro de São Paulo deverá servir de preparação para uma reunião de chefes de Estado do G20 no dia 15, em Washington.

Segundo Zoellick, uma série de questões como finanças, comércio, energia, desenvolvimento e mudanças climáticas estarão interconectadas.

De acordo com o presidente do Bird, provavelmente alguns países vão querer manter suas autoridades nacionais, mas terão de trabalhar com princípios comuns e, talvez, ser monitorados por uma autoridade maior.

"Talvez o FMI possa exercer um papel de destaque ao apoiar a supervisão e o monitoramento", disse.

Melhorar a regulação e a monitoração do sistema financeiro tem sido um consenso nas discussões e, segundo Zoellick, é provável que mais de uma instituição esteja encarregada de tratar de cada um desses aspectos, mas de forma conectada.

Ele afirmou que um dos cenários possíveis seria a criação de "redes flexíveis, que possam unir instituições diferentes e, assim, mais voz para os mercados emergentes".

"Temos de responder rapidamente a ameaças urgentes e, ao mesmo tempo, criar novas estruturas, políticas e normas para o longo prazo", afirmou.

"O próprio Banco Mundial deve se adaptar mais rapidamente para se adequar às novas necessidades de nossos clientes, assim como os interesses de nossos acionistas", disse.

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