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Atualizado às: 07 de novembro, 2008 - 08h16 GMT (06h16 Brasília)
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Brasil vai pedir mais voz para emergentes em encontro do G20
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles (foto de arquivo)
Mantega prepara propostas para apresentar no encontro em SP
O Brasil deverá apresentar na reunião do G20, que será realizada neste fim de semana, em São Paulo, propostas para aumentar a participação dos países emergentes no processo de reformulação do sistema financeiro mundial.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, ainda está preparando as propostas brasileiras, segundo informações de sua assessoria, mas já afirmou que irá sugerir uma divisão mais eqüitativa entre os países nesse processo de reforma.

Em um artigo publicado nesta sexta-feira, Mantega reforçou essa posição, ao afirmar que "no FMI (Fundo Monetário Internacional) e no Banco Mundial, as economias avançadas e as emergentes devem participar de modo eqüitativo das decisões".

"Foros mais representativos, como o próprio G20, precisam ser reforçados, e o G7 (que reúne as economias mais industrializadas do mundo) deve ser ampliado", escreveu o ministro.

Segundo Mantega, para ter um papel mais importante, o G20 "terá de ser capaz de encaminhar políticas concretas" e suas deliberações "devem influir mais diretamente no trabalho das instituições financeiras multilaterais".

Sala de situação

De acordo com o Ministério da Fazenda, uma das propostas que o Brasil deverá apresentar neste final de semana é a de um melhor aparelhamento do G20, de forma a aprimorar a comunicação entre os países.

Mantega também deverá reiterar a proposta de uma "sala de situação", que seria um local virtual, com total segurança, no qual os participantes poderiam discutir respostas a situações específicas mais urgentes.

Em meio à crise financeira global, a reunião deste sábado e domingo ganha importância, afirmam analistas, e servirá de preparação para um encontro entre os chefes de Estado dos países do G20 no dia 15, em Washington.

Durante os dois dias de reuniões em São Paulo, ministros de Economia e presidentes de Bancos Centrais do G20 deverão discutir as causas da crise, seu impacto nos países em desenvolvimento e cenários para a economia mundial.

Os países deverão apresentar propostas para o aprimoramento da governança no sistema financeiro global.

Segundo o Ministério da Fazenda, durante o encontro será preparada a pauta e as propostas a serem discutidas na reunião dos chefes de Estado na capital americana.

Distorções

O Brasil ocupa atualmente a presidência rotativa do G20, grupo que foi criado em 1999, logo após a crise asiática, com o objetivo de tratar de questões relativas à estabilidade financeira.

Com o tempo, o grupo passou a ter uma agenda mais ampla, que incluía temas como meio ambiente e energia.

No entanto, com o atual agravamento da crise financeira, não somente o papel do G20, mas também o de outras instituições, entrou em debate.

Economias em desenvolvimento, como os países que formam o chamado grupo dos Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), querem maior participação nas decisões.

"A crise pode ser uma oportunidade para corrigir distorções", diz o economista Otto Nogami, professor da Escola Ibmec São Paulo.

Segundo o economista, a solução para a crise passa pelo que será feito nos países emergentes e esses países deveriam ter um papel mais ativo nas decisões.

"Os países que compõem o G20 representam juntos cerca de 90% do PIB mundial", diz Nogami. "É preciso fazer com que os emergentes tenham voz mais ativa."

A reunião deste fim de semana deverá discutir a necessidade de regulamentação do mercado e o papel do FMI e do Banco Mundial.

De acordo com Nogami, o FMI deveria ter instrumentos mais eficazes de fiscalização e monitoramento e criar mecanismos para minimizar a vulnerabilidade dos países.

"É preciso repensar o modelo mundial", diz o economista.

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