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Crise mundial fez custo do transporte de cargas desabar | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A crise financeira fez o custo do transporte marítimo de cargas desabar neste ano, segundo um relatório divulgado nesta terça-feira pelo órgão da ONU para comércio e desenvolvimento. A forte demanda por serviços marítimos no final do ano passado fez com que o preço do transporte de carga via navios chegasse ao ápice no começo de 2008, de acordo com a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad). No ano passado, foram transportados pelo mar 8 bilhões de toneladas de cargas, um recorde histórico. No entanto, de maio a novembro deste ano, o custo do transporte caiu onze vezes. Países em desenvolvimento "Isso mostra que a crise financeira que está se desenvolvendo se espalhou para o comércio internacional com implicações negativas para os países em desenvolvimento, especialmente os que dependem muito de commodities", afirma um comunicado da Unctad que acompanha o documento Review of Maritime Transport 2008. A Unctad mede o custo do transporte marítimo através do Baltic Dry Index (BDI), um índice composto pelo preço de se transportar diversos produtos, como minério de ferro, grãos, bauxita, alumínio e fosfato. De maio a novembro de 2008, o BDI caiu de 11.793 para 891. "O efeito imediato da queda dos fretes para o mundo em desenvolvimento é variado. Custos mais baixos de frete levam a preços menores dos bens transportados. Tanto exportadores como importadores de comida e outras commodities se beneficiam do baixo custo, e as pressões inflacionárias se reduzem", afirma o comunicado da Unctad. "No entanto, uma queda rápida do BDI também é acompanhada por redução da demanda por serviços marítimos, aumentando os efeitos da crise financeira e a demanda global por bens. Isso vai atingir negativamente muitos países em desenvolvimento." Nos últimos anos, o comércio marítimo estava em forte expansão. Segundo a Unctad, o comércio mercantil global cresceu 5,5% em 2007, quase dois pontos percentuais acima do ritmo de crescimento da economia mundial. No mesmo ano, o movimento portuário de containeres cresceu 11,7%, atingindo 485 TEUs. A frota marítima expandiu-se 7,2% em 2007, atingindo o maior nível da história. Agora, diante da retração do setor, é possível que o setor de construção naval sofra com redução de empregos, segundo o relatório da Unctad. O setor siderúrgico também pode sofrer com a redução do preço. |
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