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'FT' prevê outras fusões de bancos na América Latina | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A fusão entre os bancos Itaú e Unibanco pode ser apenas a primeira de outras fusões de instituições financeiras que virão na América Latina no bojo da crise econômica mundial, segundo o jornal Financial Times (FT) na sua edição desta terça-feira. “Como resultado (da crise)”, diz o FT, “os bancos passarão por tempos austeros e deveremos ver mais fusões entre os credores regionais”. “Enquanto executivos afirmam que a fusão entre o Itaú e o Unibanco não foi resultado direto da crise, analistas afirmam que bancos menores provavelmente serão comprados por seus concorrentes maiores no Brasil e outros países da região”, diz o principal jornal de economia e finanças da Europa. “No geral, os bancos latino-americanos estão se mostrando resistentes. Isso porque, apesar de o crescimento do crédito ter se acelerado nos últimos anos, os sistemas bancários da região ainda são relativamente pequenos”, afirma o FT. O diário diz que a América Latina pode ter evitado o pior da crise graças às regulamentações locais dos sistemas bancários, adotadas depois de crises anteriores. “As economias latino-americanas ainda estão pagando o preço pelas crises bancárias domésticas do passado. Mas essas crises, por acidente e delineação, permitiram que os bancos da região passassem pelas tempestades financeiras globais em relativo conforto”, diz o FT. O jornal comenta que, na região, os mercados de crédito locais continuaram a funcionar, apesar da crise global. O FT afirma, no entanto que, mesmo melhor preparados, os bancos latino-americanos deverão sofrer com a falta de crédito mundial. New York Times A fusão do Itaú com o Unibanco também é notícia no jornal americano New York Times. O jornal afirma que a operação é um “ponto positivo em tempos duros”, destacando que o novo banco vai dominar cerca de um quinto do mercado de crédito brasileiro. “Em tempos melhores, isso poderia preocupar reguladores. Em um (período de) desaquecimento global, essa concentração pode trazer algum conforto”, afirma o jornal. O Wall Street Journal comenta a transação com a manchete “Bancos do Brasil se fundem enquanto a crise se espalha”, dizendo que a operação mostra como o desaquecimento global está afetando até sistemas financeiros “previamente vistos como imunes à crise”. Na Argentina, o La Nacion destaca que, com a fusão, nasce o maior banco do hemisfério sul e “uma das 20 entidades financeiras mais importantes do mundo”. O jornal espanhol El País também comenta o tamanho da nova instituição e afirma que “ao se fundir com o Unibanco, o Itaú levanta vôo com pretensões internacionais”. |
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