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Presidente Lula vai 'mais realista' a Cuba | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega a Cuba nesta quinta-feira com uma agenda apertada, que inclui desde a visita a regiões afetadas pelos últimos furacões até a assinatura de um convênio da Petrobras com a estatal cubana, a Cubapetroleo (Cupet). A visita de Lula acontece, dessa vez, em um cenário mais realista, na avaliação de um diplomata brasileiro. “No início do governo Lula havia a expectativa de que o Brasil teria uma relação econômica mais intensa com Cuba. Isso não se concretizou”, diz o diplomata. Segundo ele, apenas recentemente o Brasil passou a dar maior destaque às relações comerciais com a ilha, “que têm potencial para chegar a US$ 400 milhões”. A maior participação do Brasil na vida econômica de Cuba, diz o diplomata, vem acontecendo durante a gestão de Raúl Castro, à frente da política cubana há pouco mais de dois anos. Raúl teria, segundo o diplomata, uma visão mais pragmática, “mais voltada para resultados concretos”. A estratégia do governo brasileiro é se posicionar em setores que apresentam gargalos e que, portanto, teriam carência em investimentos. Entre eles energia, agricultura e infra-estrutura. O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, que também acompanha a comitiva presidencial, deverá divulgar os detalhes do convênio da Petrobras com a Cupet para prospecção de petróleo. Há duas semanas, a Cupet divulgou novas estimativas sobre suas reservas petrolíferas, que poderiam chegar a 20 bilhões de barris – número que levaria o país a ser um exportador de petróleo. Na área de infra-estrutura, existe uma linha de financiamento, já aprovada pelo BNDES, no valor de US$ 150 milhões. Os detalhes do projeto ainda estão sendo avaliados pelo banco, mas está confirmado que o dinheiro será usado na construção de um rodoanel nos arredores de Havana. As linhas de financiamento para produção de alimentos, oferecidas via BNDES e Proex (Banco do Brasil), somam US$ 200 milhões. “Há dois anos, esse montante era de apenas US$ 7 milhões”, diz o diplomata. Agenda Durante sua visita a Havana, que deve durar cerca de 24 horas, Lula será guiado por regiões da cidade que foram afetadas pelos últimos furacões. Na primeira semana de setembro, Cuba foi fortemente afetada por dois deles: primeiro pelo Gustav e depois pelo Ike, que deixaram sete mortos e um prejuízo que, segundo estimativas, pode ter chegado a US$ 10 bilhões. O governo brasileiro enviou um avião ao país com cerca de 14 toneladas de alimentos e existe a possibilidade de que uma nova contribuição seja anunciada durante a visita de Lula à Cuba. Ainda na tarde de quinta-feira, Lula irá se encontrar com o presidente Raúl Castro. O Itamaraty não confirmou, porém, se o presidente brasileiro irá se encontrar com Fidel Castro. Também acompanha a comitiva brasileira o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. |
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