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Hungria recebe pacote de US$ 25 bi para conter a crise | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Hungria vai receber US$ 25 bilhões do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Mundial e da União Européia para tentar conter os efeitos da crise internacional em sua economia. O acordo segue medidas similares tomadas pelo FMI para ajudar as economias da Ucrânia e da Islândia. O pacote, que inclui US$ 16 bilhões do FMI, US$ 8 bilhões da União Européia e mais US$ 1 bilhão do Banco Mundial, é maior que os fundos de US$ 16,5 bilhões oferecido à Ucrânia no ultimo domingo. Segundo o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, o pacote foi designado para “restaurar a confiança dos investidores e aliviar as tensões sentidas recentemente pelo mercado financeiro húngaro”. Segundo Strauss-Kahn, o pacote inclui medidas para “garantir a liquidez adequada de moeda nacional e estrangeira, assim como altos níveis de capital para o sistema bancário”. “Estas políticas se justificam pelo excepcional nível de acesso a recursos do Fundo da Hungria – equivalentes a 1,020% da cota do país no FMI – e merecem apoio da comunidade internacional”, disse Strauss-Kahn. Segunda onda O correspondente da BBC na Europa Central, Nick Thorpe, afirma que a Hungria, assim como outros mercados emergentes, foi severamente atingida pelo o que está sendo chamada de segunda onda da crise financeira: a escassez de moeda estrangeira. A moeda húngara, o forint, perdeu quase 20% de seu valor frente ao dólar e ao euro no último mês. O país já tomou emprestado US$ 100 bilhões de recursos estrangeiros. A Comissão Européia afirma que o pacote de resgate depende do comprometimento da Hungria em intensificar seus esforços para diminuir o déficit em suas contas. Já o Banco Mundial afirmou que vai apoiar a implementação de reformas em áreas como o setor financeiro e o de gerenciamento fiscal. “Estas medidas devem ajudar na estabilização do país e em sua reestruturação econômica”, disse Orsalia Kalantzopoulos, diretora do Banco Mundial para a Europa Central e os países do Báltico. Na semana passada, o banco central da Hungria aumentou as taxas de juros em três pontos para tentar frear a desvalorização do forint, mas os efeitos não devem ser duradouros. O FMI já concordou em oferecer um empréstimo de US$ 2 bilhões para a Islândia e também negocia com o Paquistão e Belarus a possibilidade de ajuda em meio à crise financeira. |
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