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Atualizado às: 03 de novembro, 2008 - 10h43 GMT (08h43 Brasília)
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Bush será 'pato manco' de reunião do G-20, diz 'NYT'
Imprensa
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, será “o pato manco” do encontro do G-20 marcado para o próximo dia 15, em Washington, segundo o jornal americano New York Times.

“O maior problema de Bush é sua total falta de credibilidade quando se chega à questão central de como regular os mercados financeiros nacional e global para garantir que este desastre nunca mais aconteça de novo.”

Bush não estará presente para implementar nenhuma das mudanças de política propostas no encontro, diz o NYT, “ainda assim, a reunião não pode, e não deve, esperar por um momento mais oportuno no ciclo político americano”.

“Com o mundo entrando em uma recessão liderada pelos Estados Unidos, as potências econômicas globais têm que mostrar suas preocupações e os mercados globais precisam ver que os líderes políticos estão prontos para trabalhar juntos para restaurar a estabilidade”, afirma o jornal.

O NYT, entretanto, diz que o encontro não deve produzir grandes mudanças, mas pode ser útil se os líderes mundiais aproveitarem a oportunidade para dar início a discussões sérias sobre as raízes da crise financeira, e dêem continuidade a essas discussões.

O Financial Times, principal jornal de economia e finanças da Europa concorda que a reunião do G-20 não deve chegar a um novo conjunto de regras globais para controlar a economia, mas acredita na importância da reunião.

“Uma liderança determinada dos Estados Unidos para o futuro vai ter que esperar até que o novo presidente se mude para a Casa Branca em janeiro. Mas o resto do mundo não pode permitir a existência de um vácuo até lá”, diz o jornal.

“Com boa vontade e imaginação, os líderes do G20 podem se comprometer a uma solução coordenada e cooperativa para a crise financeira que, a cada dia, está varrendo os países em desenvolvimento.”

O diário comenta que a reunião oferece às economias ricas uma chance de desfazer parte dos danos causados à coordenação econômica global na última década.

Para o FT, dificilmente os líderes do G20 vão chegar a um acordo semelhante ao de Bretton Woods – o acordo que entrou em vigor em 1945, criando o FMI e o Banco Mundial, estabelecendo regras de relações econômicas e financeiras entre as nações industrializadas – mas o encontro pode ter um resultado positivo.

“Os líderes do G20 podem dar ordens aos seus servidores civis para começar a imaginar como poderia ser um novo mundo. Isso pode levar meses, até anos. Os líderes podem não ter todas as respostas no dia 15 de novembro, mas eles precisam mostrar que estão prontos para agir”, conclui o editorial.

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