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FMI está 'de volta aos negócios', diz 'Washington Post' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O FMI pode ter papel crucial na crise financeira global, segundo editorial publicado nesta quinta-feira pelo jornal americano Washington Post. Segundo o jornal, até alguns meses atrás o FMI era uma “instituição em busca de uma missão”, depois que mobilidade de capital global e a acumulação de reservas em moedas estrangeiras pelos países emergentes deixaram o fundo praticamente obsoleto. “Mas então veio o colapso financeiro global deste outono. Enquanto o crédito foi congelado nos Estados Unidos e na Europa, investidores famintos por caixa começaram a tirar seu dinheiro dos mercados emergentes. As reservas diminuíram, as moedas caíram – e, de repente, o FMI tem clientes de novo”, afirma o editorial. O jornal ressalta que entre os países que precisam de ajuda, há algumas novas democracias estrategicamente localizadas, o que seria "preocupante". Para o jornal, a estabilidade financeira é um bem público global e o FMI está em posição única de oferecer essas estabilidade em base relativamente apolítica, em contraste com o que poderia acontecer se os países que enfrentam problemas recorressem a fontes como Estados do Golfo Árabe, a China ou a Rússia. “Por conta de seus próprios problemas, claro, Moscou e Pequim podem se recusar a oferecer crédito, mas eles também podem se sentir tentados a emprestar em casos estratégicos selecionados, impondo restrições políticas.” “Não há dúvidas de que os líderes húngaros e ucranianos ficaram felizes de ter o FMI como alternativa à influência russa, apesar das duras condições econômicas do Fundo.” “Faz sentido para os Estados Unidos, Japão e Europa apoiarem o FMI com recursos em um momento em que essas democracias industriais também atravessam problemas?”, pergunta o Washington Post, “A resposta é sim”. “O problema é que o FMI tinha apenas US$ 250 bilhões em recursos disponíveis antes de oferecer empréstimos à Hungria e à Ucrânia. Isso pode não ser suficiente para cobrir todas as crises; certamente não será suficiente no pouco provável cenário – mas não totalmente inimaginável – de um grande mercado emergente, como o Brasil, ter problemas.” O jornal ainda elogia o novo programa anunciado pelo FMI na quarta-feira, de empréstimos-relâmpago por três meses a países que vêm buscando uma política de estabilidade nos últimos anos. “Este é um passo na direção certa. Apesar de as quantias emprestadas pelo programa não serem altas (mesmo um gigante como o Brasil estaria qualificado para um empréstimo de apenas US$ 22,5 bilhões), a promessa de injeções do fundo pode aumentar a confiança.” O Washington Post ressalta que para poder desempenhar este papel, no entanto, o FMI precisa de recursos, e afirma que a reunião do G-20 no dia 15 de Novembro poderá ser uma boa oportunidade para discutir formas de aumentar esses recursos. “Mas o objetivo estratégico do Ocidente tem que permanecer o mesmo: ajudar mercados emergentes a salvar sua prosperidade e seu suado status de democracias soberanas”, conclui o editorial. |
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