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Atualizado às: 10 de novembro, 2008 - 19h07 GMT (17h07 Brasília)
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Para chefe do BC europeu, nem todos podem copiar pacote chinês

O presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, na sexta-feira
Trichet presidiu reunião do BIS que foi realizada em São Paulo
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, indicou nesta segunda-feira, em entrevista coletiva em São Paulo, que nem todos os países podem seguir o exemplo da China, que lançou no fim de semana um pacote de US$ 586 bilhões para combater os efeitos da crise econômica global.

De acordo com Trichet, os países devem levar em conta as especificidades de suas economias e o risco de inflação.

Na avaliação do presidente do BCE, países com queda de inflação, baixos níveis de déficit e contas públicas em ordem devem usar essa "margem de manobra" para adotar medidas de incentivo às suas economias.

"Nas atuais circunstâncias, em nível global, é apropriado que aqueles que tiverem margem de manobra usem isso", disse.

"Mas, infelizmente, temos de reconhecer que aqueles que não têm margem de manobra precisam ser muito cautelosos, por diversas razões, inclusive porque podem destruir a confiança."

Direção "correta"

O pacote chinês para estimular a economia do país prevê investimentos de US$ 586 bilhões, que serão aplicados ao longo dos próximos dois anos em obras de habitação, infra-estrutura e reconstrução de áreas afetadas por terremotos. O plano também prevê cortes de impostos para empresas.

"A decisão tomada pelo governo chinês vai na direção correta do que se poderia sugerir em nível global", disse Trichet, que presidiu a reunião sobre a economia global realizada pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês).

Segundo Trichet, as políticas fiscais e monetárias devem ser definidas levando em consideração os aspectos particulares de cada economia. "Temos de levar em conta a situação de cada economia individualmente", afirmou.

Apesar de não discutir a situação de nenhum país em particular, o presidente do BCE afirmou que na maioria das economias industrializadas se observa um alívio das pressões inflacionárias. No entanto, acrescentou que "em vários países emergentes as projeções de inflação ainda são bastante altas".

Trichet disse que a crise ainda é grave e afeta todas as economias, tanto avançadas como emergentes. "Precisamos nos manter alertas", afirmou.

Desinflação

Ao ser questionado se há uma possibilidade de deflação, Trichet disse que no momento se observa "um fenômeno de desinflação, mas não de deflação", com um alívio das pressões inflacionárias em vários países.

No domingo, ao final da reunião de ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do G20, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, havia afirmado que, no médio e no longo prazo, havia risco de deflação, com queda de preços. "O perigo maior é o de deflação", disse Mantega.

Sem citar casos específicos, o presidente do BCE elogiou a ação dos diversos bancos centrais que recentemente agiram no resgate de instituições financeiras e intervenção em mercados.

Trichet também afirmou que "nas atuais circunstâncias é essencial fazer todo o possível para preservar o comércio mundial", inclusive retomando as negociações para um acordo na Rodada Doha.

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