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UE propõe mudar sistema financeiro global em cem dias | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os líderes dos países da União Européia aprovaram nesta sexta-feira em Bruxelas um documento de quatro páginas em que propõem adotar medidas para mudar o sistema financeiro internacional dentro de cem dias. As sugestões contidas no documento devem ser defendidas pelo bloco na reunião de cúpula do G20 do próximo dia 15, em Washington, em que será discutida a atual crise financeira global. A pressa e a necessidade de maior transparência dão a tônica do documento europeu, em que a Presidência francesa da União Européia propõe medidas concretas para dirigir o que deve ser a reforma do sistema financeiro mundial. "A União Européia defenderá unida uma linha na reunião de Washington: a linha da transparência e da refundação", afirmou o presidente do bloco, o francês Nicolas Sarkozy, que insistiu no consenso entre os 27 países membros. "A Europa fala com uma só voz. E que todos tenham consciência dessa novidade." Mudanças De acordo com a proposta européia, o novo sistema financeiro mundial deve ser fundado "sobre o princípio da transparência das operações financeiras" e incluir "códigos de conduta" que evitem que as instituições se aventurem em riscos excessivos. "Nenhuma instituição financeira, nenhum segmento de mercado, nenhuma jurisdição deve escapar de regulamentação e supervisão", diz o documento. No centro desse novo sistema, a União Européia vislumbra um Fundo Monetário Internacional (FMI) com papel reforçado, dotado de meios técnicos que permitam efetuar uma coordenação mais rápida e intervir de forma preventiva na eventualidade de uma nova crise. Os europeus pedirão que os países adotem regras de governança para todos os atores financeiros, inclusive as agências de avaliação, e que se criem colégios de supervisores para coordenar o controle dos organismos nacionais sobre grandes grupos financeiros internacionais. Eles também defenderão que as normas contábeis sejam modificadas para evitar a formação de "bolhas especulativas" em momentos de crescimento econômico, o que acentua os problemas em posteriores momentos de crise. A União Européia propõe que a aplicação das medidas necessárias para essas mudanças e a adoção de novas iniciativas sejam avaliadas em uma nova reunião internacional a ser realizada cem dias depois da cúpula de Washington, quando o governo dos Estados Unidos já estará sob o comando de Barack Obama. "Esperamos que o presidente Obama nos ajude a mudar a governança mundial, que esteja ao nosso lado para que a crise não sacrifique os interesses dos países pobres em desenvolvimento, que já estão sofrendo as conseqüências dessa crise", disse Sarkozy. |
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