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Atualizado às: 12 de novembro, 2008 - 12h02 GMT (10h02 Brasília)
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Desemprego na Grã-Bretanha atinge pior nível em 11 anos
Site britânico de empregos
Procura por seguro-desemprego teve maior alta mensal desde 92
O número de desempregados na Grã-Bretanha atingiu 1,82 milhão entre julho e setembro, o maior nível em 11 anos.

Nos três meses, o índice de desemprego subiu de 5,4% para 5,8%, segundo dados oficiais divulgados nesta quarta-feira. O número de desempregados aumentou em 140 mil.

O banco central britânico indicou nesta quarta-feira que está preparado para cortar novamente a taxa de juros, caso seja necessário.

Mais seguro-desemprego

O número de pedidos de seguro-desemprego aumentou em 36,5 mil em outubro, a maior alta mensal desde 1992, elevando o total dos beneficiados com o seguro para 980,9 mil.

Economistas acreditam que o número de desempregados pode chegar a dois milhões nos próximos meses.

Na indústria, a quantidade total de empregos caiu para 2,86 milhões, o menor nível desde que as estatísticas começaram a ser compiladas, em 1978.

"Os sinais são de que as demissões estão acontecendo ainda mais rápido desde que esses dados foram coletados", afirmou Brendan Barber, secretário-geral da central sindical britânica TUC.

O economista James Knightley, da ING, lembra que a última recessão britânica, no começo dos anos 90, levou a 31 meses de aumentos seguidos no número de desempregados.

Mervyn King
Diretor do banco central britânico sinalizou novo corte dos juros

"Nós devemos ter muitas notícias ruins no mercado de trabalho no futuro", disse. Ele acredita que o número de desempregados pode atingir 2,5 milhões em 2010.

O desemprego entre jovens de 18 a 24 anos aumentou em 53 mil, atingindo 579 mil, o maior nível desde 1995.

A quantidade de pessoas sem emprego por mais de um ano também subiu em 20 mil, atingindo 435 mil.

Os números ainda não incluem os cortes de 5 mil postos anunciados nesta semana em grandes empresas britânicas, como a Virgin Media, Yell e GlaxoSmithKline.

Inflação, juros e impostos

Em entrevista à imprensa nesta quarta-feira, o diretor do Banco da Inglaterra, o banco central britânico, disse que a economia britânica deve ter uma forte contração no próximo ano, e que a inflação pode ficar abaixo de 1% em dois anos.

Mervyn King indicou que a Grã-Bretanha pode reduzir ainda mais a taxa de juros. Na semana passada, o banco reduziu os juros em 1,5%, para 3%.

"Nós certamente estamos preparados para cortar o juro bancário de novo, se isso se provar necessário", disse.

O diretor do banco central britânico defendeu a adoção de um pacote de estímulo fiscal, com redução de impostos, desde que ele seja temporário e que venha acompanhado de um plano para aumentar os impostos gradualmente no médio prazo.

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