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Desemprego e montadoras pressionam economia nos EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Novos dados relativos à economia dos Estados Unidos e montadoras americanas no terceiro trimestre do ano, divulgados nesta sexta-feira, reforçam a percepção de que o país está vivendo uma forte desaceleração e o princípio de uma possível recessão. O Departamento do Trabalho informou que o desemprego atingiu o nível mais alto em 14 anos, atingindo 6,5% da população economicamente ativa. Em relação às montadoras, a General Motors (GM) anunciou um prejuízo operacional em todo o mundo de US$ 4,2 bilhões e a Ford, de US$ 2,98 bilhões. As duas empresas anunciaram que terão que cortar mais vagas de trabalho para equilibrar suas contas. Fusão suspensa? As montadoras têm sofrido com a queda nas vendas de veículos, especialmente nos Estados Unidos. A GM disse que vai promover mais demissões, que devem afetar diretamente funcionários que não trabalham diretamente nas linhas de montagem (como, por exemplo, nas áreas de administração e de recursos humanos). Em um comunicado, a empresa também indicou que suspendeu as negociações para uma possível fusão com a Chrysler devido aos problemas que enfrenta. Embora não tenha citado diretamente a Chrysler, a nota diz que a empresa está deixando de lado as considerações sobre uma "aquisição estratégica". Por sua vez, a Ford anunciou que, apesar do prejuízo operacional bilionário, conseguiu contornar as perdas com medidas administrativas para reduzir custos – obtendo um prejuízo líquido total de US$ 129 milhões. A empresa ressaltou que vai prosseguir com a estratégia de diminuir o investimento na produção de veículos maiores e se concentrar na fabricação de veículos mais compactos e econômicos, cujas vendas têm sido menos afetadas pela crise financeira. A Ford quer reduzir em cerca de 10%, ou 2.260 funcionários, sua força de trabalho nas fábricas da América do Norte. As ações da montadora registraram uma queda de mais de 70% até agora neste ano e atingiram em outubro o nível mais baixo em 26 anos. Desemprego em alta O setor automotivo tem sido um dos que mais tem pressionado para cima o índice de desemprego nos Estados Unidos. O Departamento do Trabalho informou que 240 mil pessoas ficaram sem trabalho em outubro. Trata-se do décimo mês seguido de corte nas vagas de trabalho nos Estados Unidos, e é mais um sinal dos problemas econômicos enfrentados pelo país – que teve crescimento negativo do PIB (Produto Interno Bruno) no trimestre passado. No acumulado desde janeiro, 1,2 milhão de americanos ficaram desempregados. Apenas na última semana de outubro, o Departamento do Trabalho registrou novos pedidos de seguro-desemprego de 481 mil americanos. Alguns economistas já prevêem que a taxa de desemprego no país cresça para 8% ou até mais no ano que vem, especialmente se os Estados Unidos entrarem em recessão (dois trimestres seguidos de crescimento negativo da economia). Na recessão entre 1980 e 1982, a taxa de desemprego americana chegou a ser de 10,8%. |
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