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Atualizado às: 06 de junho, 2008 - 16h51 GMT (13h51 Brasília)
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Desemprego nos EUA cresce no ritmo mais rápido em 20 anos
Feira de empregos na Califórnia
Muitos jovens estão tendo dificuldade de conseguir emprego
A taxa de desemprego dos Estados Unidos aumentou em maio no ritmo mais rápido em mais de duas décadas, atingindo 5,5% da população economicamente ativa - o maior nível desde outubro de 2004.

Segundo dados do governo americano, a taxa aumentou meio ponto percentual entre abril e o mês passado, o quinto mês consecutivo de queda das vagas de trabalho no país.

No período, houve uma continuidade da redução de empregos fora das fazendas, com um corte de 49 mil vagas.

Em relação a maio de 2007, o número de americanos desempregados subiu de 6,9 milhões, ou 4,5% da população economicamente ativa, para 8,5 milhões.

Jovens

Segundo o analista econômico da BBC Andrew Walker, o aumento do desemprego em maio reflete, em parte, a grande quantidade de jovens que entram no mercado de trabalho e enfrentam a dificuldade inicial de encontrar uma colocação.

São os trabalhadores adolescentes os mais afetados pelo desemprego – os dados revelam que 18,7% dos jovens estão procurando trabalho, enquanto 4,9% dos homens adultos e 4,8% das mulheres adultas enfrentam a mesma situação.

Os dados do Departamento do Trabalho americano são um sinal das dificuldades econômicas enfrentadas pelas empresas do país nos últimos meses e reforçam a percepção de vários economistas de que os Estados Unidos caminham para uma recessão.

Nos últimos meses, o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, reduziu a taxa básica de juros com o objetivo de estimular uma retomada do crescimento da economia americana.

O país ainda enfrenta os reflexos da crise do mercado de crédito imobiliário para pessoas consideradas com alto risco de inadimplência, que reduziu a oferta de crédito e provocou prejuízos altos em alguns bancos.

Consumo

Walker diz que a atual taxa de desemprego não é particularmente alta se comparada com o registrado nas últimas décadas – mas, mesmo assim, o novo dado não ajudou a levantar o ânimo do mercado.

Depois da divulgação da taxa de emprego, o dólar voltou a registrar desvalorização, o que, por sua vez, levou a um aumento da cotação do petróleo.

Um maior desemprego e um alto preço do petróleo têm o potencial de reduzir o consumo – considerado o motor da economia americana.

Em abril, o presidente do Fed, Ben Bernanke, admitiu uma possível recessão nos Estados Unidos.

"Parece provável que o Produto Interno Bruto (PIB) não vá crescer muito, se crescer, será na primeira metade de 2008 e pode até ter uma leve contração", afirmou Bernanke, em um discurso no Congresso.

No dia seguinte, o economista-chefe do FMI (Fundo Monetário Interrnacional), Simon Johnson, disse que a economia do país havia chegado a um estado de "paralisia virtual".

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