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Presidente do Fed admite possível recessão nos EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central americano), Ben Bernanke, admitiu nesta quarta-feira que os Estados Unidos podem ter uma queda no crescimento econômico no primeiro semestre, o que, na prática, significaria uma recessão na maior economia mundial. "Parece provável que o Produto Interno Bruto (PIB) não vá crescer muito, se crescer, na primeira metade de 2008 e pode até ter uma leve contração", afirmou Bernanke, em um discurso no Congresso. Embora Bernanke não tenha usado o termo, a confirmação de um segundo trimestre consecutivo de queda do PIB configuraria uma recessão. O presidente do Fed está no primeiro de dois dias de depoimentos no Congresso, onde falou, entre outras coisas, sobre a operação de resgate do banco de investimentos Bear Stearns, que quase entrou em colapso em meio à crise imobiliária americana por causa da sua grande exposição a hipotecas de alto risco. Bernanke disse não acreditar que a situação do Bearn Stearns se repita. Mercados Após um dia de oscilações, as bolsas americanas fecharam em ligeira baixa. O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,36%, e o Nasdaq, com queda de 0,06%. Na terça-feira, o índice Dow Jones havia fechado na maior alta do mês – 3,2%, um ganho de 391 pontos, para 12.654, refletindo o anúncio na véspera pelo secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, de planos de reformar o sistema financeiro nos Estados Unidos. Os investidores viram com bons olhos a proposta de dar mais poder ao Fed para que a instituição desempenhe um papel estabilizador maior em momentos de incerteza. Além disso, bancos anunciaram o que se acredita serem perdas finais com a crise do crédito imobiliário e que, segundo analistas, dão ares de epílogo à tempestade. Europa Os principais mercados da Europa registram alta nesta quarta-feira, seguindo um dia de indicadores positivos também na Ásia, com fortes altas nas principais bolsas da região. O índice FTSE, da Bolsa de Londres, fechou em alta de 1,08%, o CAC, de Paris, subiu 0,94 e o DAX, de Frankfurt, registrou alta de 0,85%. Na Ásia, os mercados fecharam o dia em alta, ainda sob efeito dos ganhos de terça-feira em Wall Street. O índice Hang Seng, de Hong Kong, fechou em alta de mais de 734 pontos, ou 3,18%, enquanto o SSE 50, de Xangai - que lista as 50 ações mais negociadas da bolsa - encerrou o dia com 1,15% no positivo. Outros mercados da Ásia também registraram bons resultados. O Nikkei 225, de Tóquio, terminou com ganhos de 4,21% e o Composite, de Seul, registrou ganhos de 2,35%. "Os investidores estão se dando conta de que países emergentes são capazes de se desatrelar da economia americana", disse à BBC Brasil Manesh Samanti, vice-presidente da corretora KGI, que negocia papéis na bolsa de Hong Kong. "O mercado está percebendo que, mesmo se as exportações para os Estados Unidos diminuírem, emergentes como a Rússia, países do Leste Europeu e até os próprios mercados domésticos terão a capacidade de absorver a produção da Ásia", argumenta Manesh. *Colaborou Marina Wentzel, de Hong Kong. | NOTÍCIAS RELACIONADAS EUA propõem maior reforma financeira desde Grande Depressão31 março, 2008 | BBC Report Banco UBS dobra perdas com crise hipotecária 01 abril, 2008 | BBC Report JP Morgan quintuplica oferta pelo Bear Stearns24 março, 2008 | BBC Report Nervosismo com bancos derruba bolsas na Europa20 março, 2008 | BBC Report BCs adotam novas ações de combate à crise de crédito11 de março, 2008 | Notícias Com expansão no Brasil, Santander tem lucro recorde04 janeiro, 2008 | BBC Report Fed aprova medidas rigorosas para a concessão de hipotecas19 de dezembro, 2007 | Notícias | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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