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Atualizado às: 19 de dezembro, 2007 - 03h27 GMT (01h27 Brasília)
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Fed aprova medidas rigorosas para a concessão de hipotecas
Casa à venda
Com a crise, muitos nos EUA perderam suas casas
O Federal Reserve (ou Fed, o banco central dos Estados Unidos) aprovou medidas para tornar mais rigorosa a concessão de empréstimos para a compra da casa própria, com o objetivo de impedir o agravamento da atual crise de inadimplência no mercado de hipotecas de alto risco no país.

As propostas buscam garantir que os credores levem em conta a capacidade dos devedores de pagar os empréstimos.

Pelas novas medidas, empréstimos só poderão ser concedidos depois de prova de rendimentos, será exigido dos credores abrir contas separadas para recolher impostos e seguros, e determinado tipo de propaganda de oferta de financiamentos habitacionais considerado enganoso será proibido: os anúncios deverão destacar todas as taxas aplicadas no decorrer do financiamento, não apenas ao juro inicial, que costuma ser mais baixo funcionando como chamariz.

O presidente do Fed, Ben Bernanke, disse que normas mais rigorosas vão beneficiar os indivíduos e a economia.

"Nós queremos que os consumidores tomem decisões sobre opções de hipotecas com confiança, e a garantia de que práticas inescrupulosas não serão toleradas", afirmou.

As novas medidas ainda deverão ser submetidas a uma consulta pública.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anunciou em meados de dezembro um plano que prevê o congelamento dos juros para centenas de milhares de pessoas afetadas pela crise do mercado de crédito imobiliário nos Estados Unidos.

Segundo a proposta anunciada por Bush, proprietários de imóveis que demonstrarem que não podem fazer os pagamentos poderão pleitear um estudo de seu caso e se qualificar para uma modificação das condições da hipoteca e para o congelamento dos juros por cinco anos.

O presidente americano disse que o pacote não é uma "fiança" para aqueles que contraíram as dívidas, incluindo especuladores que tinham consciência de que não poderiam quitar a dívida, mas "uma resposta a um sério desafio".

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