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Atualizado às: 25 de março, 2008 - 20h59 GMT (17h59 Brasília)
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Confiança de consumidor dos EUA tem queda recorde

Consumidores fazendo compras
Consumidores estariam mais receosos em meio à crise imobiliária
O índice de confiança dos consumidores americanos atingiu em março seu nível mais baixo em cinco anos, com a marca de 64,5.

Os dados constam de um relatório mensal do instituto americano privado de pesquisas econômicas Conference Board.

Segundo o documento, o índice deste mês só superou a marca de março de 2003, que foi de 61,4.

Os índices refletem os crescentes temores dos consumidores americanos em relação ao desemprego, à inflação e à crise do setor imobiliário.

De acordo com Lynn Franco, diretora do Centro de Pesquisas de Consumo do Conference Board, a queda recorde mostra que os consumidores continuam a perder confiança na economia americana.

Expectativas

O relatório mostra ainda que as expectativas dos consumidores em temas como perspectivas para negócios e para o mercado de trabalho são bem negativas. O Índice de Expectativas feito pelo órgão foi o mais baixo em 35 anos.

O índice dos que consideram as condições para negócios ''ruins'' aumentou de 21,3% em fevereiro para 25,4% em março. E o daqueles que consideram as condições para negócios ''boas'' passou de 19% para 15,4%, em março.

A avaliação da situação atual do mercado de trabalho americano também registrou uma queda. A porcentagem dos que consideram empregos ''difíceis de conseguir'' foi estimada em 25% contra 23,4% de fevereiro.

Em outro dado da pesquisa, 18,8% disseram considerar que a situação na economia americana é de ''pleno emprego", contra 21,5% em março.

O índice do Conference Board que mede a expectativa inflacionária aumentou para 6,1% em março, o patamar mais elevado desde outubro de 2005, poucos meses após a destruição causada pelo furacão Katrina, que provocou uma alta dos preços da gasolina.

''Não víamos níveis assim desde a época do embargo do petróleo e de Watergate'', afirmou Lynn Franco.

Preços de moradias

Os dados foram divulgados no mesmo dia em que o índice de preços de moradias de 20 cidades americanas feito pela organização Standard & Poor's e Standard/Chiller atingiu sua cifra mais baixa em mais de 20 anos.

O índice de janeiro deste ano teve uma queda de 11,4%, o mais baixo desde o primeiro indicador feito pelas duas entidades, em 1987.

As cidades mais afetadas foram Las Vegas e Miami, que sofreram quedas de 19,3%.

Outras 14 cidades, entre elas Phoenix, San Diego e Detroit também registraram quedas recorde.

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