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OCDE prevê enfraquecimento para economias do G7 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O panorama para as sete maiores economias do planeta continuou a se deteriorar no mês de agosto, segundo dados divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta sexta-feira. Apenas o Brasil escapou de um declínio no chamado índice composto, ou CLI, que serve como um alerta antecipado para momentos de mudança entre ciclos de expansão e de recessão na atividade econômica. Os dados apontaram uma perda de fôlego mesmo em outras grandes economias emergentes, como Rússia, Índia e China. O CLI para o G7 caiu de 96,5 para 95,6 entre julho e agosto, ficando 5,2 pontos abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado. Isto significa que a zona está vivendo uma "forte desaceleração", com cada país da área – formada por Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, França, Japão, Canadá e Itália – dentro desta categoria. O patamar de 100 pontos serve de referência para a entidade classificar a atividade econômica dos países como em "expansão", "inversão para baixo", "desaceleração" e "recuperação", dependendo da pontuação em relação a ele. Emergentes Na nova avaliação, o Brasil foi o único dos países a dar "sinais de expansão" – o indicador passou de 107,3 para 108,3 e está 3,4 pontos acima do nível do ano passado, apesar da crise. A China e a Rússia continuam com indicadores em torno de 100, mas viram o nível cair em agosto, configurando uma "inversão de tendência para baixo". Já o CLI da Índia, em 96,5 pontos, está 7,1 pontos abaixo do registrado no mesmo nível do ano passado, o que indica "desaceleração", nos critérios da OCDE. Desemprego A entidade também divulgou nesta sexta-feira indicadores para o desemprego – em meses diferentes – nos países que a compõem. Em setembro, a taxa para os Estados Unidos foi de 6,1% da população economicamente ativa, a mesma taxa de agosto, mas ainda 1,4 ponto percentual acima do registrado no mesmo mês de 2007. Na zona do euro, o desemprego ficou em 7,5% em agosto, o equivalente a 0,1 ponto percentual acima do mês anterior e do ano passado. Entre as principais economias européias, os maiores aumentos de desemprego foram registrados na Espanha (11,3% em agosto, 3 pontos percentuais a mais que um ano antes) e Itália (6,8% em junho, 0,8 ponto percentual a mais que no mesmo período do ano anterior). Na Alemanha, houve uma melhora do panorama. O desemprego foi de 7,2% em agosto, uma redução de 1,1 ponto percentual em relação ao mesmo mês de 2007. |
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