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Atualizado às: 30 de setembro, 2008 - 22h58 GMT (19h58 Brasília)
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Democratas dizem 'confiar' na aprovação de plano econômico
A presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi (AP)
Nancy Pelosi disse "confiar" que plano será aprovado em breve
As duas mais importantes lideranças democratas no Congresso dos EUA, o senador Harry Reid e a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, enviaram nesta terça-feira uma carta ao presidente George W. Bush onde disseram estar "confiantes" de que o pacote de US$ 700 bilhões do governo para salvar as instituições financeiras será aprovado em breve.

"Trabalhando juntos (com os republicanos), nós estamos confiantes de que aprovaremos um plano responsável em um futuro muito próximo", disseram os parlamentares democratas na carta.

A Câmara dos Representantes, no entanto, não deve se reunir até a próxima quinta-feira, por causa do feriado do ano novo judaico.

A carta de Pelosi e Reid chega depois de uma troca de acusações entre republicanos e democratas pelo fracasso do plano na Câmara na última segunda-feira e em um dia de pressões para que os parlamentares aprovem o pacote rapidamente.

Apelo de Bush

Antes, na manhã desta terça-feira, o presidente George W. Bush fez um pronunciamento televisionado na Casa Branca onde afirmou que as conseqüências da não aprovação do pacote serão "dolorosas e duradouras".

"Nós estamos em uma situação urgente e as conseqüências podem ser piores se não agirmos", disse o presidente, que afirmou que a economia depende de "uma ação decisiva por parte de nosso governo".

"Nosso país não está enfrentando uma escolha entre a intervenção do governo e o suave funcionamento do livre mercado. Estamos enfrentando uma escolha entre a ação e a real possibilidade de dificuldades econômicas para milhões de americanos. Pela segurança financeira de cada americano, o Congresso deve agir", pressionou o presidente.

Candidatos

Os candidatos à sucessão de Bush, o senador democrata Barack Obama e o republicano John McCain, também comentaram a situação política e econômica dos EUA nesta terça-feira.

McCain também se disse "decepcionado" com a "falta de resolução" dos dois partidos na Câmara dos Representantes.

"Toda a economia real norte-americana estará ameaçada, a menos que nós passemos esta legislação", disse o republicano em uma entrevista.

Em um discurso na cidade de Reno, em Nevada, o democrata Barack Obama declarou "que é preciso agir agora".

"Não podemos ter mais um dia como ontem", disse o candidato, que alertou para as conseqüências "devastadoras" da não aprovação do pacote.

Obama e McCain ligaram para o presidente Bush para falarem sobre a crise nesta terça-feira.

Um porta-voz da Casa Branca classificou as conversas com os dois candidatos como "muito construtivas".

Recuperação dos mercados

Na última segunda-feira, a Câmara dos Estados Unidos rejeitou por 228 votos contra 205, o megapacote econômico de US$ 700 bilhões proposto pelo governo americano.

Cerca de dois terços dos deputados republicanos, correligionários do presidente George W. Bush, votaram contra o pacote.

A notícia fez com que as bolsas de valores despencassem.

Nesta terça-feira, no entanto, os mercados reagiu bem às notícias de que o pacote econômico do governo norte-americano pode ser aprovado.

Em Nova York, o índice Dow Jones fechou em alta de 4,7%, recuperando algumas das perdas de segunda-feira. A bolsa eletrônica Nasdaq fechou a terça-feira com uma alta de 4,97%.

Seguindo a tendência, em São Paulo, o índice Bovespa fechou com ganhos de 7,63%.

Os mercados europeus também encerraram a terça-feira com altas, enquanto a maioria das bolsas asiáticas, ainda repercutindo os temores de segunda-feira, tiveram baixas.

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