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Atualizado às: 10 de maio, 2008 - 19h26 GMT (16h26 Brasília)
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Hezbollah anuncia fim da presença armada em Beirute
Militante xiita em Beirute (09/05)
O Exército revogou medidas contra o Hezbollah
O Hezbollah e seus aliados disseram que irão retirar seus homens das ruas de Beirute e permitir que o Exército passe a controlar a cidade.

A medida foi anunciada depois que o Exército libanês revogou, neste sábado, medidas contra o grupo xiita que geraram uma onda de violência que culminou com a tomada de poder de todo o oeste da capital pelo Hezbollah.

O chefe de segurança do aeroporto, que foi demitido por ter ligações com o grupo, foi restituído ao posto, e o Exército afirmou que lidaria com a questão da rede de comunicações do Hezbollah - que tinha sido declarada ilegal pelo governo libanês.

A decisão do Exército ocorreu após o primeiro-ministro, Fuad Siniora, ter feito um apelo para que a instituição reinstale a segurança no país.

Em uma declaração veiculada pela televisão, Siniora disse que seu governo nunca irá declarar guerra contra o Hezbollah, mas que o Estado não poderia mais tolerar que o movimento utilize armas livremente.

Em um comunicado, o Hezbollah disse que "a oposição libanesa irá acabar com toda a presença armada em Beirute para que a capital fique nas mãos do Exército".

Mas o comunicado também disse que a campanha de "desobediência civil" irá continuar.

Árbitro neutro

O Exército libanês é considerado o único árbitro neutro no país, e analistas tinham previsto que o grupo acabaria tendo um papel importante na atual crise.

O correspondente da BBC em Beirute Jim Muir disse que a proposta do Exército permite ao governo voltar atrás das decisões polêmicas que havia tomado contra o Hezbollah.

Muir disse que há expectativa de que as ruas fiquem mais calmas e o aeroporto internacional seja reaberto.

No entanto, a situação ainda esteve tensa no oeste de Beirute neste sábado, com pelo menos duas pessoas sendo mortas durante um funeral sunita.

No norte do Líbano, pelo menos dez pessoas foram mortas em confrontos entre homens armados.

O Líbano vive uma crise política há mais de um ano e está sem presidente desde novembro do ano passado, quando o pró-Síria Emile Lahoud deixou o cargo.

Desde então, governistas e oposição não conseguem chegar a um acordo para eleger o novo presidente.

Segundo analistas, o governo caminha para o colapso sem que seus aliados árabes, como o Egito e a Árabia Saudita, tenham mostrado, até agora, sua influência para solucionar a crise.

Neste domingo, a Liga Árabe vai se reunir para discutir a crise no Líbano.

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