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Atualizado às: 07 de maio, 2008 - 20h24 GMT (17h24 Brasília)
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Protestos da oposição causam explosões e tiros em Beirute

Caminhões do Hezbollah descarregaram montes de terra para bloquear principais avenidas da capital Beirute
Caminhões do Hezbollah bloquearam avenidas com terra
Militantes da oposição liderados pelo Hezbollah e simpatizantes do governo libanês entraram em confrontos armados nesta quarta-feira, dia em que sindicatos convocaram uma greve geral por melhores salários.

Segundo autoridades libanesas, o governo pode declarar estado de emergência e toque de recolher nas próximas horas.

Oito pessoas ficaram feridas até o momento, incluindo dois soldados do Exército, atingidos por uma granada lançada por militantes não identificados.

Desde cedo, caminhões do Hezbollah descarregaram montes de terra para bloquear as principais avenidas da capital Beirute, com militantes queimando pneus e carros para impedir o tráfego de veículos.

Mas com o boicote à greve por outros sindicatos, a manifestação enveredou para a violência e tomou dimensões políticas, com a oposição exigindo a derrubada do governo do primeiro-ministro Fouad Siniora.

Em pelo menos quatro bairros de Beirute, governistas e oposição se enfrentaram com pedras e bastões, que logo viraram confrontos armados.

Milicianos do movimento xiita Amal (aliado do Hezbollah) trocaram tiros com membros do Partido Mustaqbal, do líder Saad Hariri, e do Partido Socialista Progressista, do druso Walid Jumblatt, ambos do movimento governista 14 de Março.

A estrada que liga Beirute ao aeroporto foi totalmente bloqueada por membros do Hezbollah, obrigando o cancelamento de 32 vôos durante a manhã. O aeroporto, segundo o governo, voltou a operar, mas passageiros estão presos nas suas dependências por causa do bloqueio imposto pelo Hezbollah.

Explosões

O Exército libanês tentou conter a violência com milhares de soldados pela capital. Tanques e blindados foram posicionados para proteger prédios do governo e outras instituições. Um toque de recolher foi imposto nas áreas de conflito da cidade.

Diversas explosões foram ouvidas em vários pontos de Beirute. Segundo fontes das forças de segurança libanesas, um dos escritórios do partido governista Mustaqbal no bairro de Nweiri foi totalmente destruído por disparos de lança-granadas.

Nas ruas, imagens das emissoras locais mostraram pessoas fugindo dos disparos de rifles automáticos entre os milicianos.

A oposição promete continuar com os protestos até a renúncia de Siniora.

O governo libanês ainda não se manifestou, passando a responsabilidade para o Exército e para as forças de segurança do país.

No início da semana, o comando das forças de segurança anunciou que montaria uma grande operação para assegurar que os protestos não se transformassem em violência.

Em janeiro de 2007, protestos semelhantes levaram à morte de seis pessoas, com dezenas de feridos, como resultado de confrontos entre militantes dos dois lados políticos.

Renúncia

A greve tinha sido anunciada havia várias semanas, mas ganhou força depois que o general cristão Michel Aoun, aliado do Hezbollah, conclamou a oposição a aderir ao movimento e exigir a renúncia de Siniora.

De acordo com o Hezbollah e outras lideranças, os protestos não têm data definida para terminar e podem paralisar a economia do país como forma de derrubar o governo.

No final de 2006, manifestantes montaram um acampamento em volta do prédio do governo para exigir a renúncia de Siniora. O acampamento persiste até hoje e paralisou o centro de Beirute, mas sem conseguir, no entanto, seu objetivo.

O Líbano vive uma crise política há mais de um ano e está sem presidente desde novembro do ano passado.

A oposição (apoiada pela Síria e Irã) e os governistas anti-Síria (que têm o apoio dos Estados Unidos) não conseguem chegar a um acordo para eleger um novo mandatário do país.

Há o temor de que o confronto entre facções rivais possa levar a uma guerra civil no Líbano.

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