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Atualizado às: 09 de maio, 2008 - 23h27 GMT (20h27 Brasília)
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Confrontos levam estrangeiros a deixar o Líbano

Turistas se preparam para deixar Beirute
Centenas fogem da violência entre militantes pró e contra o governo
Estrangeiros começaram a deixar o Líbano nesta sexta-feira, depois que a rodovia que leva à princial fronteira com a Síria foi reaberta.

De acordo com informações da imprensa libanesa, centenas de pessoas fogem dos confrontos entre militantes pró e antigoverno pelas fronteiras do norte e leste do país.

Embaixadas estrangeiras no Líbano, inclusive a brasileira, não confirmaram se têm algum tipo de plano para evacuar seus cidadãos. Países árabes já estariam retirando seus nacionais do país.

Segundo a agência de notícias ANSA, o ministro de Relações Exteriores italiano, Franco Frattini, confirmou que a Itália já prepara um plano de evacuação para seus cidadãos que desejam deixar o Líbano.

Frattini disse que há a possibilidade de reavaliar as normas de enfrentamento aplicadas para os 2.500 soldados que fazem parte da Unifil, a força de paz da ONU no sul do Líbano.

Confrontos

O grupo xiita Hezbollah tomou a maior parte do oeste de Beirute, no terceiro dia de confrontos contra milícias pró-governo.

A violência, iniciada na quarta-feira, já deixou pelo menos 19 mortos e 30 feridos.

Em alguns pontos da capital houve uma pausa nos conflitos, mas mais combates se espalharam pelo país.

Milícias pró e antigoverno se envolveram em combates em Trípoli, Aley e Khalde e em mais cidades no Vale do Bekaa.

Nas montanhas de Chouf, nos arredores de Beirute, as milícias drusas, do líder Walid Jumblatt, entraram, pela primeira vez, em confronto com militantes do Hezbollah.

Após seus simpatizantes perderem o controle de importantes bairros em Beirute, o líder sunita governista Saad Hariri pediu a volta das negociações, que foi rejeitada pelo Hezbollah.

A oposição exige a renúncia do primeiro-ministro, Fouad Siniora, que tem o apoio dos Estados Unidos e outros países ocidentais.

A oposição é apoiada pela Síria e o Irã que, segundo os EUA e a ONU, estariam armando as milícias da oposição.

‘Golpe de estado’

A oposição fechou a emissora Future TV, o jornal al-Mustaqbal e a rádio Al Sharq, ligados a Hariri.

O governo acusa o Hezbollah de tentativa de golpe de estado, e o movimento 14 de Março, que forma a base governista, definiu em reunião realizada na tarde desta sexta-feira que continuará dando apoio ao primeiro-ministro Siniora.

O Líbano vive uma crise política há mais de um ano e está sem presidente desde novembro do ano passado, quando o pró-Síria Emile Lahoud deixou o cargo.

Desde então, governistas e oposição não conseguem chegar a um acordo para eleger o novo presidente.

Segundo analistas, o governo caminha para o colapso sem que seus aliados árabes, como o Egito e a Árabia Saudita, tenham mostrado, até agora, sua influência para solucionar a crise.

Neste domingo, a Liga Árabe vai se reunir para discutir a crise no Líbano.

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