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Atualizado às: 04 de maio, 2008 - 00h46 GMT (21h46 Brasília)
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Simpatizantes de Morales prometem queimar urnas

Manifestação contra o referendo em Santa Cruz
Grupos pró-Evo Morales anunciaram "pontos de resistência"
Simpatizantes do presidente da Bolívia, Evo Morales, prometem “resistir” ao referendo para a autonomia do Departamento (Estado) de Santa Cruz, programado para este domingo, com queima de urnas e bloqueio aos pontos de votação.

Segundo o presidente da Confederação Sindical de Colonizadores da Bolívia, Fidel Surco, haverá diversos “pontos de resistência” com grupos contrários à votação, convocada por líderes locais e não reconhecida pelo governo nacional.

“Vamos queimar urnas e bloquear acessos aos pontos de votação”, anunciou Surco.

A mídia boliviana, como o noticiário Notivisión, informou neste sábado que além dos policiais e dos militares que farão a segurança da votação, outros voluntários, como universitários, vão trabalhar para “garantir” o acesso dos eleitores às urnas.

O presidente do Comitê Eleitoral Departamental, Mario Parada, disse que seu órgão conseguiu entregar todas as urnas aos diferentes pontos de votação.

Porém ele não descartou que os protestos atrapalhem a votação. “Nós entregamos as urnas, como corresponde, mas se vai haver ou não a votação em algum ponto, isso é outro problema”, disse.

Apesar das ameaças dos grupos pró-Evo Morales, o governo pediu calma à população. "Pedimos uma vez mais que não assumam atitude de violência. E, por favor, que não se destrua nenhuma propriedade pública ou privada", disse à TV PAT o porta-voz do presidente, Ivan Canelas.

Reduto

Entre os locais de aversão ao referendo está o bairro chamado “Plano 3.000’, reduto dos seguidores do presidente, com altos índices de pobreza.

Ali, onde muitos são originários de outros pontos da Bolívia, como as “cholas” de La Paz, alguns muros exibem a inscrição “no” a autonomia.

No lugar, com construções irregulares, ferros velhos, feiras de frutas, botijões de gás e outros itens, além de lava-rápidos de 4x4 (carros muito usados em Santa Cruz de la Sierra), nos fundos de quintal costumam ser realizadas manifestações contra a autonomia e em defesa de Morales.

Vendedoras do mercado, próximo ao ponto conhecido como “La Rotonda”, disseram que ainda não sabem se vão votar ou não neste domingo.

O voto não é obrigatório. “A gente não sabe o que fazer. Se sai de casa ou não, com medo de que haja violência, e não sabe se vota pelo sim ou pelo não. O que será melhor?”, disse Lola Martinez, de 62 anos, vendedora de frutas.

Neste domingo, estão previstas manifestações contra e a favor do referendo tanto em Santa Cruz como em La Paz – ali, onde está a sede do poder político central, o grupo chamado “Ponchos Rojos” marcou uma manifestação em defesa da “unidade” da Bolívia.

Segundo a Agência Boliviana de Informação (ABI, oficial), o protesto será também para “encaminhar uma nova revolução, baseada na ocupação de terras”.

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