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Atualizado às: 25 de abril, 2008 - 09h04 GMT (06h04 Brasília)
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Morales pede 'unidade nacional' em fala a militares

Evo Morales
Presidente enfrenta referendo convocado por Santa Cruz no dia 4
O presidente da Bolívia, Evo Morales, pediu nesta quinta-feira, em um discurso a militares, a “defesa da unidade nacional”, a onze dias do referendo por autonomia regional que será realizado no Departamento (Estado) de Santa Cruz.

“Faço um chamado a todo o povo boliviano, incluindo as Forças Armadas, a defender a unidade do país”, disse Morales, segundo a Agência Boliviana de Informação (ABI, que é oficial).

Morales falou ao participar de uma cerimônia que marcou o aniversário da escola naval, em La Paz.

De acordo com a ABI, Morales disse que a Bolívia é um país que “por vontade divina” conta com “grandes reservas de hidrocarbonetos, minerais e recursos hídricos”.

E declarou: “Quero dizer, comandantes, que continuo impressionado com os recursos naturais que o povo boliviano tem, nesta mãe terra. E nossa obrigação é defender a unidade do país”.

Igualdade

Mais tarde, em outro discurso, em Santa Cruz de la Sierra, ainda segundo a ABI, ele afirmou que a igualdade social só será possível quando houver unidade entre políticos, Forças Armadas, Polícia e Justiça e quando forem “julgados” os que “atentam contra a economia, a unidade e a integridade do Estado boliviano”.

Em dezembro passado, quatro dos nove Departamentos do país apresentaram publicamente seus estatutos de autonomia que, em tese, argumenta-se no governo e também na oposição, funcionaria como uma Constituição paralela à da administração central.

Estes quatro Departamentos da chamada “meia lua” (Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija) são os mais ricos da Bolívia, com hidrocarbonetos e terras férteis, com plantações de soja, por exemplo.

Essas regiões desejam ter autonomia financeira, entre outras coisas, o que tem gerado discussões públicas com o governo Morales. E o referendo seria uma forma de ratificar a iniciativa.

Além de Santa Cruz, reduto da oposição, Tarija também marcou data para o plebiscito, dia 22 de junho. A discussão envolve recursos gerados pelo gás e petróleo.

Apelo

Nesta semana, a OEA (Organização dos Estados Americanos) fez um apelo para que governo e oposição – liderada pelo prefeito de Santa Cruz de la Sierra, Ruben Costas, pelo partido Podemos e pelo chamado Comitê Cívico – negociem uma saída para o impasse.

“Quanto mais se demore a começar esse diálogo, maiores serão os riscos e por isso insistimos que esse diálogo comece já”, disse o secretário geral da OEA, José Miguel Insulza.

O enviado do organismo à Bolívia, Dante Caputo, secretário de assuntos políticos da OEA, foi mais enfático: “A possibilidade de que a tensão se transforme em conflito é certa e a possibilidade de que o conflito vire violência também”.

Ele pediu negociação antes que as diferenças acabem sendo “pagas com vidas humanas”.

Além da OEA, nos últimos tempos, outras autoridades políticas internacionais estiveram na Bolívia, a pedido do presidente Morales, tentando ajudá-lo a superar as diferenças com a oposição.

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