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Corte eleitoral da Bolívia suspende referendo sobre nova Constituição | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Corte Nacional Eleitoral (CNE) da Bolívia decidiu nesta sexta-feira suspender por tempo indefinido a realização do referendo popular sobre o projeto da nova Constituição do país, marcado para o dia 4 de maio. Segundo a CNE, não há tempo hábil para preparar a consulta com as garantias eleitorais necessárias. "Não há condições técnicas, operacionais, legais ou políticas que permitam que se realize (o referendo)", disse o presidente da CNE, José Luis Exeni. A decisão representa um golpe contra os planos do presidente da Bolívia, Evo Morales, de implantar a nova Constituição que, segundo ele, dará mais voz aos indígenas, às mulheres e aos pobres do país. Os opositores da reforma constitucional afirmam que ela coloca os povos indígenas acima do restante da população boliviana. O projeto de reforma da Constituição foi aprovado pela Assembléia Constituinte em 2007, em meio a protestos e boicote de grupos opositores ao governo. A CNE também suspendeu a realização de referendos sobre as autonomias regionais. |
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