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Estados bolivianos levam 'estatuto de autonomia' às ruas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Quatro dos nove departamentos (estados) bolivianos apresentaram publicamente neste sábado seus estatutos de autonomia que, em tese, funcionariam como uma Constituição paralela à do governo central. Autoridades de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija levaram os documentos aos eleitores em praças públicas e agora querem recolher um abaixo-assinado para que o texto seja enviado ao Congresso Nacional. Essas regiões desejam ter autonomia financeira e de outros setores institucionais, o que, na prática, lhes permitiria ter suas próprias leis, manejar seus recursos naturais, transportes, saúde, educação e economia. A iniciativa foi duramente criticada pelo presidente Evo Morales, que discursou para uma multidão em La Paz durante as comemorações da aprovação da nova Constituição nacional. "O capitalismo foi a pior coisa que existiu para a humanidade. Nós começamos a descolonizar Bolívia. Todo boliviano terá direito a um pedaço de terra. E os fazendeiros vão devolver suas terras espontaneamente”, disse Morales, enfatizando que não permitirá a divisão do país. Durante o discurso, que aconteceu na véspera da chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Bolívia, Morales falou dos principais pontos aprovados na carta magna, que ainda depende de ratificação em referendo popular. “Pela primeira vez, a folha de coca aparecerá numa Constituição do Estado”, disse, sem dar mais detalhes. “Agora, temos que ir juntos para a última batalha, que é a do referendo para que a nova Constituição entre logo em vigor”. Plebiscito Pouco antes, o prefeito de Santa Cruz de la Sierra, Rubén Costas, recebeu o estatuto de autonomia do estado das mãos do presidente da “Assembléia Provisória Autônoma”, Carlos Pablo Klinsky, que lhe disse: “O senhor é nosso governador de agora em diante”. Na Bolívia, o título de governador significaria a confirmação de que o líder estadual não dependeria das orientações da carta magna nacional e da vinculação com o governo central. Costas disse que seu objetivo é reunir 70 mil assinaturas para que seja realizado um referendo popular que confirme a autonomia de Santa Cruz de la Sierra. Neste caso, o abaixo-assinado não seria enviado ao Congresso Nacional, como programado. Autoridades no estado de Beni também informaram que um referendo para aprovação do estatuto será realizado em março. O dia tenso ainda foi marcado pela explosão de uma bomba em um dos andares do Palácio da Justiça, de Santa Cruz de la Sierra. O artefato causou danos materiais, mas não deixou feridos. |
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