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Cuba e Chávez oferecem apoio a Morales contra províncias | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os governos de Venezuela, Cuba e Nicarágua declararam nesta quarta-feira "apoio incondicional" ao presidente boliviano, Evo Morales, contra supostos planos para "desestabilizar" a Bolívia. A declaração foi interpretada como uma referência à pressão de províncias bolivianas que pretendem realizar referendos no mês que vem para exigir maior autonomia. O apoio ao governo boliviano foi anunciado em Caracas, ao final de uma reunião de emergência dos líderes dos países que integram a Alba (Alternativa Bolivariana para as Américas): Bolívia, Cuba, Nicarágua e Venezuela. O texto final do encontro oferece "apoio incondicional ao presidente (da Bolívia) Evo Morales e ao seu governo nos esforços que realizam para derrotar os planos desestabilizadores e para seguir trilhando o processo de transformação histórica da Bolívia em paz e democracia". A Alba é uma organização internacional que reúne países latino-americanos contrários à Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Autonomia Quatro das nove províncias da Bolívia discutem a possibilidade de se tornarem regiões autônomas. Autoridades da principal delas, Santa Cruz, anunciaram recentemente que realizarão um referendo no dia 4 de maio para que a população decida se quer pedir a autonomia da região. A reunião da Alba foi convocada especificamente para tratar da questão de Santa Cruz. Os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, da Bolívia, Evo Morales, e da Nicarágua, Daniel Ortega, além do vice-presidente de Cuba, Carlos Lage, participaram do encontro. Todas as províncias bolivianas que pedem maior autonomia ficam na região leste do país, que é rica em gás natural, o principal recurso energético da Bolívia. Em entrevista à BBC, o presidente boliviano acusou os líderes da oposição de tentar dividir o país com o pedido de autonomia regional da província. "O suposto referendo sobre o estatuto autônomo é anticonstitucional, não é nem mesmo inconstitucional, porque as autonomias não estão na Constituição vigente", disse Morales. Morales acusa o movimento pró-autonomia de ser uma tentativa da elite branca e rica do país de tentar manter privilégios, em detrimento da maioria indígena e pobre do país. A Bolívia também deve passar por um referendo para aprovar um esboço de uma nova Constituição. O texto ampliaria o poder dos povos indígenas no país. No entanto, ainda não há data para a realização desta votação. |
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