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Atualizado às: 24 de março, 2008 - 22h54 GMT (19h54 Brasília)
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Protesto pró-Tibete deixa um policial morto na China
Forças chinesas
Governo do Tibete no exílio acusa China de matar inocentes
Pelo menos um policial morreu e "vários outros" ficaram feridos nesta segunda-feira em novos confrontos entre manifestantes pró-Tibete e forças de segurança chinesas na província de Sichuan, no oeste da China, segundo a agência de notícias oficial Xinhua.

De acordo com as informações oficiais, um grupo atacou a polícia com armas e facas na prefeitura da cidade de Garze. O policial teria sido morto na hora.

Segundo o governo do Tibete no exílio, o incidente desta segunda-feira eleva para 130 o número de mortos no Tibete e em áreas vizinhas desde o início dos protestos pela independência da região, em 10 de março.

Estimativas do governo chinês divulgadas antes dos choques em Sichuan indicavam um total de 19 mortes.

Nenhuma das contagens pode ser verificada de forma independente já que jornalistas estrangeiros foram banidos do Tibete.

As autoridades de Sichuan haviam anunciado antes dos confrontos que 381 pessoas envolvidas nos protestos haviam se entregado no condado de Aba.

Grécia

Em outro incidente nesta segunda-feira, um grupo de ativistas pró-Tibete da organização Repórteres sem Fronteiras interrompeu uma cerimônia de acendimento da tocha olímpica na Grécia, em homenagem aos Jogos Olímpicos que ocorrerão em Pequim no meio do ano.

Eles furaram o cordão de isolamento formado por mil policiais, que cuidavam da segurança do evento durante o discurso de um representante do governo chinês.

Chineses e tibetanos têm versões diferentes sobre os protestos iniciados por monges budistas no aniversário de uma insurgência tibetana contra o domínio chinês.

Autoridades chinesas acusam o líder espiritual do Tibete, Dalai Lama, de coordenar os protestos, em uma suposta tentativa de sabotar as Olimpíadas e de promover a independência do Tibete.

Mas o governo liderado por Dalai Lama, em Dharamsala, no norte da Índia, diz que o movimento foi organizado pelos próprios tibetanos e acusa as forças de segurança chinesas de matar civis inocentes.

A imprensa oficial chinesa publicou um editorial nesta segunda-feira acusando a mídia ocidental de distorcer os fatos na cobertura dos eventos no Tibete.

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, voltou a pedir que o governo chinês dialogue com Dalai Lama.

Em Brasília, o Itamaraty divulgou nota em que diz "deplorar" os acontecimentos que acarretaram a perda de vidas no Tibete e recorda o "tradicional" apoio do governo brasileiro "à integridade territorial da República Popular da China".

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