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Atualizado às: 20 de março, 2008 - 19h56 GMT (16h56 Brasília)
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China admite ter atirado contra protesto no Tibete
Protesto no Tibete
Multidão olha corpo durante manifestação em Aba, no domingo
A polícia chinesa admitiu nesta quinta-feira ter atirado contra pessoas que protestavam no Tibete contra o governo chinês, no domingo, de acordo com a agência oficial de notícias do país, Xinhua.

A polícia afirmou ter atirado “em legítima defesa” contra manifestantes na província de Aba, o mesmo local onde ativistas tibetanos disseram que oito pessoas foram mortas durante protestos perto do monastério Kirti.

Foi a primeira vez que polícia chinesa admitiu ter atirado contra os manifestantes desde que começaram os protestos no Tibete, na semana passada. Ativistas divulgaram fotos de corpos com ferimentos a tiros.

Versões diferentes

De acordo com o governo chinês, 13 pessoas foram mortas durante os protestos, todos inocentes que teriam sido mortos por “baderneiros” em Llasa.

Já o governo tibetano no exílio disse que pelo menos 99 pessoas morreram até agora, entre eles 80 em Llasa, e acusou as forças de segurança de atirar contra a multidão.

O governo já havia admitido, mais cedo, que os protestos se espalharam além da Região Autônoma do Tibete para outras províncias próximas no sudoeste da China, onde vivem grandes comunidades de chineses de origem tibetana.

Uma nota anterior da agência Xinhua informava que a polícia havia matado quatro manifestantes, mas foi rapidamente corrigida.

O Centro Tibetano para Direitos Humanos e Democracia divulgou fotos no início da semana de corpos com ferimentos a bala, e disse que haviam sido causados por tiros disparados pela polícia contra os manifestantes.

O grupo disse que muitas das vítimas eram monges que haviam se juntado a milhares de outras pessoas para exigir a independência do Tibete e a volta do Dalai Lama, que vive no exílio na Índia.

Ele reiterou seu desejo de se encontrar com o presidente chinês, Hu Jintao, se recebesse “sinais concretos” do que o governo chinês pode oferecer.

Representantes do governo chinês acusaram o Dalai Lama de organizar os protestos do exílio e a chancelaria chinese já o qualificou de separatista.

Tensão

O editor da BBC na China, Shirong Chen, diz que a situação em algumas partes do oeste da China é extremamente tensa, com aumento da segurança e prisões.
Centenas de tropas estão sendo enviadas às áreas tibetanas.

Somente na quarta-feira, repórteres da BBC viram mais de 400 blindados e outros veículos na rodovia principal, a maior mobilização testemunhada por eles desde que começaram os protestos.

As autoridades também aumentaram as restrições a jornalistas ocidentais tentando cobrir os protestos. Um jornalista alemão que foi forçado a sair de Llasa contou que a polícia lhe disse que ele era o último jornalista estrangeiro a sair da cidade.

Representantes do governo disseram que 24 pessoas foram presas após protestos em Llasa, e outras 170 foram detidos pelas autoridades.

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